sexta-feira, 17 de dezembro de 2010

Materia sobre Madeira Plastica


Achei essa materia de ontem da Revista Sustentabilidade muito legal e resolvi repassa-la aqui ;)
"Escolha a madeira plástica
por Daniela Iacobucci — última modificação Dec 16, 2010 11:53 AM
Catalogado sob: materiais de construção
Saiba mais sobre a madeira plástica, uma opção muito mais sustentável

O uso da madeira para construção residências, móveis e utensílios, entre tantas outras coisas está devastando a natureza, por isso ouvimos tanto falar em objetos produzidos com madeira de reflorestamento.

Mas existem outras opções que estão surgindo no mercado e além da durabilidade maior, ainda preservam o meio ambiente, como é o caso da madeira plástica.



Banco feito de madeira plástica

É um material semelhante a madeira e que é fabricado a partir da reciclagem de vários tipos de plástico, que são processados e pigmentados para chegar a um novo material sólido com uso idêntico ao da madeira, podendo ser pregada, parafusada, rebitada ou colada.

É uma solução 100% ecológica que respeita o meio ambiente, ajudando a eliminar o lixo plástico e desmatamento indevido, pode ser usada em qualquer tipo de ambiente, tanto internos como externos. A madeira plástica não absorve quase nada de umidade, a durabilidade e resistência são características notórias. É resistente ao sol, corrosão, chuva, poeira e pode ser mantida em contato permanente com o solo. É também imune a pragas, não mofa e não cria fungos.

No Brasil apenas três estados fabricam a madeira plástica. Paraná, São Paulo e Rio Grande do Sul. Mesmo não sendo aparentemente idêntica a madeira, pode ser uma saída para quem pretende usar materiais ecológicos."

Fonte: Sacolinhas Plásticas

Por Alana Rany

sexta-feira, 12 de novembro de 2010

Movimento Ressurgencia




O Movimento Ressurgencia eh uma ONG de Arraial do Cabo, litoral do Rio de Janeiro, que estah ligada a PRESERVAÇÃO AMBIENTAL, CULTURA e DESENVOLVIMENTO SUSTENTÁVEL .
Vale a pena conhecer e apoiar a iniciativa ;) Atraves do Noticias Isabel, voce pode saber mais sobre o Movimento e ficar por dentro do que acontece em termos de Ecologia, Ciência, Meio Ambiente, Turismo, Educação, Cultura, Saúde e, principalmente, sobre a regiao.

terça-feira, 9 de novembro de 2010

Repassando e divulgando : Ecosurfi

"A campanha “Vamos Limpar o Mundo” 2010, aconteceu na cidade de Itanhaém e contou com a participação de voluntários por toda a cidade.

As ações percorreram praias, ilhas, costões rochosos, rios, trilhas e matas ciliares.
Centenas de quilos de detritos foram retirados da área costeira. Todo o material coletado foi analisado através da qualificação por tipo e quantidade.


Os dados registrados foram sistematizados e enviados através do relatório de despoluição produzido pela Ecosurfi, para as organizações ambientalistas internacionais, a norte americana Ocean Conservancy e a australiana Clean Up the World.


Os números da campanha “Vamos Limpar o Mundo” 2010, vão servir de subsidio para a elaboração do diagnóstico sobre a contaminação dos oceanos por resíduos sólidos, que está sendo produzido pelo PNUMA (Programa das Nações Unidas para o Meio Ambiente).

Confira as fotos e os registros da campanha em www.ecosurfi.org

A Ecosurfi agradece a todos os voluntários.

TODOS JUNTOS SOMOS FORTES!!!"


Depois de mais essa atitude pelo planeta, soh resta dizer: Parabens Ecosurfi !

sábado, 30 de outubro de 2010

Mutirao de limpeza - Itanhaem S.P.

Divulgando e repassando mais um bom exemplo de cidadania e luta ambiental da Ecosurfi :




Após a reorganização da ação internacional “Clean Up the World”, / Vamos Limpar o Mundo devido a problemas com o mal tempo (chuvas), a Ecosurfi realiza a campanha nesse próximo dia 01 de novembro na cidade de Itanhaém.

A programação terá início às 9 horas com os mutirões de limpeza acontecendo simultaneamente em 10 pontos estratégicos do município, totalizando uma área a ser atingida pela despoluição com cerca de 7,5 quilômetros.

Pontos de despoluição:

Suarão (Concentração Posto Bombeiro na Praia)
Centro (Concentração Quiosque Ventania)
Praia da Saudade - Trilha Sapucaitava (Concentração Praia dos Pescadores)
Praia dos Pescadores (Concentração Praia dos Pescadores)
Ilha das Cabras - Praia do Pescadores (Concentração Praia dos Pescadores)
Praia do Sonho - Faixa de Areia (Concentração Praia dos Pescadores)
Costão Praia do Sonho e Praia das Conchas (Concentração Praia dos Pescadores)
Cama Anchieta - Gruta nossa Senhora de Lourdes (Concentração Praia dos Pescadores)
Cibratel (Concentração Quiosque Correnteza)
Gaivota (Concentração Quiosque do Norberto)

Os mutirões serão finalizados com a triagem dos materiais coletados, às 11:30 horas.

As inscrições podem ser feitas pela página: www.ecosurfi.org ou pelos telefones (13) 3426 8138 – (13) 9755 1559

quarta-feira, 27 de outubro de 2010

Baleia nao resistiu...


Hesitei em comentar sobre essa noticia pela esperanca de um bom desfecho,mas foi em vao. A baleia jubarte que se encontrava encalhada na praia de Geriba , em Buzios, RJ , nao resistiu. E, um misto de raiva e vergonha diante da impotencia do desfecho eh explicito. Saber como evitar de uma maneira eficaz que nao encalhassem seria uma solucao.
Eu soube que os bombeiros do Grupamento Marítimo do RJ (G-Mar) monitoram todos os animais que cheguem perto da costa. Se algum deles se aproxima demais, eles usam barcos, apitos e o que mais estiver à mão para tentar afastá-lo.
Diante tantos encalhamentos por aqui ,me permite a questionar ou essa tentativa eh rudimentar ou nao se estah havendo um monitoramento eficaz...mas a realidade eh que quando uma baleia está desorientada o suficiente para encalhar, é porque já está doente ou com algum outro problema ; o que faz com que dificulte ainda mais com que ela volte para o mar depois que encalha.
E como vivem no mar onde na agua os seus corpos flutuam , fora dela, não têm estrutura para agüentar o próprio peso, que acaba por comprimir a caixa torácica, comprometendo a circulação e a respiração. O que se sabe eh que as baleias resistem a esse sofrimento por três dias, no máximo.

Os Cientistas ainda estão buscando explicações para o fenômeno que eh uma incognita.
As baleias jubarte realizam uma migração anual. Durante o verão ela se dirige para as águas polares para se alimentar e durante o inverno migra para águas tropicais e subtropicais para acasalar e dar à luz seus filhotes. Assim, no hemisfério sul as jubartes chegam por volta de junho/julho e permanecem até novembro/dezembro, quando retornam para as áreas de alimentação. Ou seja, a cada ano fazem uma viagem da Antártida rumo à costa brasileira em busca de águas quentes e rasas . A jubarte de Búzios, provavelmente, estaria em sua jornada de volta ao continente gelado, mas infelizmente, ainda não se sabe o motivo de ter encalhado.

Mais sobre a Jubarte no site do Instituto Baleia Jubarte

Como funciona o regate de uma baleia:
Mais de 50 homens trabalham na operação de desencalhe.

Mante-la molhada ,pois baleias e golfinhos podem sofrer queimaduras de sol, e por isso é importante mantê-los sempre molhados. As ondas ajudam, mas se o sol estiver forte demais é bom cobrir o animal com panos claros encharcados.

Cabo-de-guerra,onde uma rede acolchoada de tecido, presa a cabos, é passada por baixo do corpo do animal, até as nadadeiras. Os rebocadores puxam os cabos até que a baleia chegue a uma profundidade onde possa flutuar. (puxar pelo rabo pode quebrar a coluna).

Rebocador a postos,como não podem ficar perto demais, sob risco de encalhar também, os rebocadores contam com ajuda das lanchas para levar cabos e redes até os bombeiros.

Cordão de isolamento, pois os curiosos podem ser um problemão. Alguns chegam exaltados, outros com idéias mirabolantes. E ainda existe gente querendo colocar os filhos ,acreditem,em cima do animal para tirar fotos!

Abrindo caminho, onde jateadores de água, bombas ou dragas podem ser usados para escavar a areia, abrindo um caminho pelo qual a baleia pode ser levada para o mar.






Fontes:
José Laílton, coordenador do Projeto Mamíferos Aquáticos (Maqua), da UERJ. Instituto Baleia Jubarte; revista superinteressante ; http://veja.abril.com.br. Foto tb da Veja.

terça-feira, 19 de outubro de 2010

O Druidismo e o Ativismo Ambiental










Primeiramente vamos esclarecer: Paganismo, significa "habitante do campo', eh o culto a natureza como sagrada, nada haver c/ culto ao demonio , alias , mais um dos equivocos historicos c/ fins vantajosos aos interessados tb historicos.

Segundo: Druidismo nao eh Wicca.

E terceiro:Mas a verdade, eh que nao hah rituais de sacrificios nem humanos e nem animais, pelo contrario,esses atos crueis e fanaticos eh p/ loucos devairados satanicos que deviam estar numa camisa de forca.
Assemelham-se sim, em suas funcoes aos xamanismo , tipo como a dos nativos americanos.E isto, eh devido a caracteristica fundamental da espiritualidade dos druidas: a profunda integração com o meio ambiente; a percepção de que a Natureza eh viva; eh sagrada, pois nos alimenta e isso eh a grande alquimia da vida, transformar uma semente no pao de cada dia.

Toda religiao evolui e todas tem lah seus historicos episodios tragicos, que o diga a Santa Inquisicao e a Reforma de Lutero que matou milhares de pessoas seguindo a linha de pensamento : "Que mal pode causar se um homem diz uma boa e grossa mentira por uma causa meritória e para o bem da igreja (luterana).".

Conforme visto, o druidismo era a religião dos celtas que ainda permanece viva e adaptada para os dias de hoje. Nela,o princípio básico eh a sacralidade da Natureza e por isso, eh inevitavel a busca por mais equilibrio e menos agressao a Mãe Terra; defende-se a harmonia, o amor e o respeito ao Meio Ambiente e nao o parasitismo desenfreado e inconsequente, que transforma a raça humana em uma doença malefica desse imenso organismo.

Conforme um membro da OBOD (The order of Bards ,Ovates e Druids):"Druidismo é uma espiritualidade de coisas simples - de tempo e lugar, a existência e a imaginação. Ela ensina a apreciação do nascer do sol eo som da água. Somos livres para expressar a divindade como a experimentamos."...
O que poucos sabem eh que alem do Projeto Bosque Sagrado, muitos druidas estão envolvidos com trabalhos ambientalistas e com a proteção do nosso planeta atraves principalmente de Ongs,fazendo parte delas ou p/ detras delas .
Pois os três deveres de um druida sao : curar a si mesmo; curar a comunidade; curar a Terra.

Diante fonte da BBC Brasil, o druidismo deve se tornar a primeira prática pagã a receber reconhecimento oficial como religião no Reino Unido, status que lhe garante isenção fiscal. Isso significa que os Druidaspodem receber isenção de impostos sobre doações - e agora têm o mesmo estatuto que as religiões tradicionais, como a Igreja da Inglaterra.
A comissão britânica que regula instituições de caridade aceitou o argumento de que a adoração a espíritos naturais pode ser vista como uma atividade religiosa de interesse público, milhares de anos após os primeiros druidas terem surgido no Reino Unido. O druidismo é uma das primeiras práticas espirituais de que se tem conhecimento no Reino Unido, e os druidas também existiram em sociedades celtas em outros países da Europa.

A organização Druid Network afirma, no entanto, que não se beneficiará da isenção fiscal a que deve ter direito, porque não recebe dinheiro o suficiente para tal.Phil Ryder, líder da Druid Network, disse apreciar o reconhecimento oficial, ainda que esse não tivesse sido o motivo pelo qual pediu o status de organização de caridade. "Pedimos porque somos obrigados por lei a fazê-lo."

Embora muitos os vejam como pessoas misteriosas, os antigos druidas eram conhecidos como líderes religiosos, juízes e sábios entre os celtas durante os tempos pré-cristãos. Como o site Druidismo diz,"os 'textos' sagrados dos Druidas são o passar das estações do ano, são os ritmos da Natureza, as marés, as flores, as tempestades, as trilhas do Sol e da Lua através do firmamento. É um texto 'interativo', que não deve ser memorizado ou entendido, mas sim sentido no fundo de nossas almas".

As pessoas estao se conscientizando cada vez mais em preservar o meio ambiente e conforme Adrian Rooke, um druida que trabalha como conselheiro disse: "O mundo está ficando sem recursos, e nesse contexto, agora é mais importante para as pessoas formular uma relação com a natureza."




Uma Sociedade Ecozóica
"Todos nós temos nosso trabalho particular. Temos uma variedade de ocupações. Mas além do trabalho que desempenhamos e da vida que levamos, temos uma Grande Obra na qual todos estamos envolvidos e ninguém está isento: é a obra de deixar uma era cenozóica terminal e ingressar na nova Era Ecozóica na história do Planeta Terra. Esta é a Grande Obra".
- Thomas Berry (geólogo, pensador, visionário )
















Fontes tb utilizadas:CBS News; Luis Nassif Online ; blog Caer Tabebuya; Templo de Avalon
Fotos: Picasa; flickr; xamanismo.com.br ; http://www.montrealcelticfestival.com/celtic.jpg ; http://2.bp.blogspot.com

sábado, 2 de outubro de 2010

Jah fala-se em salmoes trangenicos...

Para quem nao sabe , Trangenicos sao organismos geneticamente modificados, ou seja, novas combinações genéticas onde recombina características de um ou mais organismos de uma forma que provavelmente não aconteceria na natureza. Faz parte de uma polemica entre cientistas e ambientalistas devido a desinformacao, ninguem sabe ao certo suas reais consequencias tanto na saude, quanto ao Meio-Ambiente.

O sashimi de salmão, uma das iguarias gastronômicas feitas com a carne disputada do peixe. Este vem do Chile (foto :Flickr.com/ Puamelia – CC BY-SA 2.0).


Conforme artigo no Ciencia Hoje, o salmao estah sendo adulterado para acelerar o seu crescimento e atender a demanda. Em sua defesa, afirmam que isso pode diminuir a pesca predatoria e com isso,evitar maiores impactos ambientais... por outro lado, o medo dos ambientalistas eh que estes salmoes do cativeiro, possam ter qualquer acesso ao Meio-Ambiente e alem disso,por serem mais vorazes e agressivos, possam ameacar os salmões comuns.
Ainda conforme o artigo em integra: "Após a análise pormenorizada e criteriosa da FDA, foi comprovado que o consumo dos salmões transgênicos é algo seguro".
Bem, a ideia pode ateh ser bem intencionada, mas manipular a natureza dessa forma eh preciso ao meu ver muita cautela.Fica valendo aquele antigo ditado , onde veste-se um santo e despe-se outro, o que nesse caso , pode ficar irreversivelmente despido, em se tratando do Meio-Ambiente.




Fontes: Wikipedia, Ciencia Hoje

quinta-feira, 2 de setembro de 2010

Quando dói no bolso. ( Ciencia Hoje)

Se o aumento de temperaturas, nível do mar e extinção de espécies ainda não mobilizaram alguns para o aquecimento global, é possível que se convençam por outra via: os impactos econômicos que devem vir na cola do fenômeno.

Por: Debora Antunes


O aquecimento global deve prejudicar consideravelmente a economia brasileira. Os impactos que terá sobre a agricultura foi tema do trabalho de doutorado do economista Gustavo Inácio de Moraes, da Escola Superior de Agricultura Luiz de Queiroz, da Universidade de São Paulo (Esalq/USP).

A partir do atual cenário agrícola do país, ele baseou-se em cálculos matemáticos para prever como as mudanças na temperatura devem afetar as diferentes regiões e suas culturas.

“O estudo mostra que as desigualdades entre regiões vão se acentuar"
“O estudo mostra que as desigualdades entre regiões vão se acentuar, e haverá migração de mão-de-obra para outros estados. Será um êxodo semelhante ao ocorrido no século 19 no Brasil”, avalia o pesquisador, referindo-se ao período de migração associado ao ciclo da borracha no país.

Para realizar o trabalho, Moraes levou em consideração dois cenários previstos para o futuro: um para 2020 e outro para 2070. Ambos foram traçados pela Embrapa com base em dados do Painel Intergovernamental para Mudança Climática (IPCC, na sigla em inglês).

Para o primeiro período, são previstas alterações climáticas mais brandas. Já para 2070, a expectativa é de mudanças drásticas, que deverão provocar maiores adaptações sociais e econômicas.


Plantação de cana-de-açúcar: no estado do Rio de Janeiro, aquecimento inicial poderá até beneficiar a atividade, mas temperaturas altas demais previstas para 2070 devem levar a declínio do setor (foto: Wikimedia Commons/ Simeon – CC BY 3.0).
Impactos
O estudo analisou regiões com culturas de feijão, milho, soja, algodão, arroz, cana-de-açúcar, mandioca e café. Para 2020, os cálculos mostraram que pode haver uma queda de até 4% na atividade econômica do Nordeste. “Os cultivos agrícolas do Centro-Oeste, especificamente nos estados de Mato Grosso e Mato Grosso do Sul, também seriam bastante afetados, principalmente o da soja”, explica o economista.

Já o Sudeste poderia até sair ganhando: o cultivo de cana-de-açúcar seria favorecido pela elevação da temperatura, já que depende de um clima mais quente. A atividade econômica da região teria aumento de 0,83%.

As projeções para 2070 são mais alarmantes. Os prejuízos econômicos no Nordeste foram estimados em 6,13%
As projeções para 2070 são mais alarmantes. No país, a queda no PIB seria de 1,1%. “Considerando-se os preços de 2005, essa diminuição seria equivalente a R$ 26 bilhões”, analisa Moraes.

Os prejuízos econômicos no Nordeste foram estimados em 6,13%. Isso provocaria uma onda de migração da mão-de-obra para estados como São Paulo, Rio de Janeiro e Brasília. O Sudeste, agora, sairia perdendo, uma vez que as temperaturas já estariam altas demais para o cultivo da cana-de-açúcar.

Um estudo semelhante foi realizado em 2008 pela Embrapa [PDF]. Enquanto este fez uma projeção com regiões do país que apresentariam áreas aptas para o cultivo, o trabalho de Moraes se baseia nas áreas agrícolas atuais e nos alimentos cultivados em cada região. A partir desses dados, analisa o comportamento da economia como um todo. O economista foi orientado pelo agrônomo Joaquim Bento de Souza Ferreira Filho Moraes, professor-titular da Esalq/USP.

Moraes acredita que outros setores da economia também serão afetados, como a saúde pública. Ele se refere a estudos que associam as alterações climáticas a um aumento de doenças tropicais. “O redirecionamento de recursos para atender a população vulnerável, predominantemente pobre, será uma necessidade dos futuros orçamentos públicos, agindo para mitigar os efeitos da mudança climática”, diz um trecho do estudo.


As enchentes causadas pelas chuvas no Paquistão: os mesmos bilhões necessários para reconstruir o país poderão ser um gasto necessário no Brasil no futuro (Matloob Ali/ Oxfam – CC BY-NC-ND 2.0).
Prejuízos como no Paquistão?
As enchentes que assolaram o Paquistão nas últimas semanas mostram, segundo Moraes, como pode custar caro a reconstrução de um país – estimado em alguns bilhões de dólares pela ONU.

De acordo com os cálculos feitos pelo economista, o prejuízo do Brasil com o aquecimento global – considerando-se o cenário para 2070 utilizado na tese – demandaria gastos tão elevados quanto o do país asiático.

O prejuízo do Brasil com o aquecimento global demandaria gastos tão elevados quanto o do país asiático
“A ONU estima que os prejuízos possam chegar a US$ 46 bilhões. Não posso relacionar o atual desastre a mudanças climáticas. Mas é possível que o aquecimento global torne esse tipo de ocorrência mais frequente”, considera.

O prejuízo pode não ser apenas nas contas do governo: “A conta pode aumentar não só para os gastos públicos, como também nos investimentos do setor privado, por meio de seguros e reparos”, explica.

O prognóstico parece sombrio, mas o economista acredita que os resultados apontados podem contribuir para um maior engajamento da sociedade em relação ao aquecimento global. “O comprometimento pode aumentar, estimulando pesquisas para diminuir a emissão de gases [poluentes] e a busca por fontes renováveis de energia”, conclui.

quarta-feira, 1 de setembro de 2010

Reflexões acerca da pureza cultural indígena

"A população indígena brasileira, de acordo com a FUNAI, soma cerca de 410.000 índios divididos em 220 povos, incluindo aqueles que vivem fora das aldeias.

A população indígena brasileira, de acordo com a FUNAI, soma cerca de 410.000 índios divididos em 220 povos, incluindo aqueles que vivem fora das aldeias. Essa população encontra-se em diferentes processos de integração com a sociedade nacional, apresentando um quadro bastante complexo, onde temos desde índios recém contactados a índios cujo contato remontam há séculos, a partir das frentes de expansão. Nesse sentido, temos etnias que estão reduzidas à massa uniforme do campesinato brasileiro e etnias que resistiram no processo de integração nacional. Etnias tidas como desaparecidas e etnias ressurgidas a partir de mecanismos de re-construção de identidade étnica. Há grupos vivendo em áreas de 800 hectares por índio, como ocorre na Amazônia, e grupos em que cada índio não ocupa mais do que 0,59 hectare, como ocorre no estado do Mato Grosso do Sul.
Este cenário indígena gera discursos e afirmativas, na maioria das vezes conflitantes entre índios e outros segmentos da sociedade brasileira, que disputam com os índios as terras, os recursos naturais e, até mesmo, valores simbólicos da identidade nacional. A dificuldade em definir se são ou não índios; se é necessário integrá-los definitivamente ou mantê-los como estão; e se possuem muitas ou poucas terras, são algumas das questões que dividem opiniões, além das divulgadas na mídia nacional e internacional, como no caso das mortes de crianças indígenas vítimas de desnutrição. Em conjunto, todas essas questões estão interligadas e merecem reflexões.
É de conhecimento amplo que as terras indígenas são fundamentais para a sobrevivência física e cultural dos índios, por serem tradicionalmente povos coletores e caçadores e por estabelecerem com elas uma relação simbólica. Hoje, a maioria das sociedades indígenas enfrenta dificuldades em relação a sustentabilidade e à gestão de seus territórios. Os que praticam a agricultura perderam parte de suas técnicas de cultivos, suas sementes tradicionais, e tornaram-se monocultores dependentes de insumos comerciais e de bens que não têm como produzir.
As áreas indígenas são ricas em recursos naturais e, em geral, estão localizadas em regiões de fronteira agrícola e de expansão do capital, tornando-se, freqüentemente, alvo de conflitos. Estes se dão, entre outros motivos, por terem sido as terras indígenas vendidas a títulos de propriedade, em passado recente, pela própria União, que atualmente, numa espécie de mecanismo compensatório pela expropriação territorial, concede aos índios a posse permanente das terras, sem que os atuais proprietários, fazendeiros, produtores, empresários, assentados, entre outros segmentos sociais, sejam devidamente indenizados. Esses fatos geram novos conflitos e corroboram para um complexo ideológico presente nos discursos os mais variados, quer seja do senso comum, quer seja dos representantes das camadas mais elitizadas e intelectualizadas, que põem em “xeque” a pureza cultural ou primitividade dos índios quanto à questão de serem ou não índios e, portanto, merecedores ou não de seus direitos constitucionais.
Nesse aspecto, cabe ressaltar, que não existe pureza cultural, todas as sociedades são dinâmicas e é dessa forma que as culturas se reproduzem. O fato de alguns grupos indígenas não usarem cocares, flechas e bordunas e terem passado por um longo processo de descaracterização cultural não quer dizer que não sejam mais índios. A incorporação de rituais, crenças e práticas exógenas pelos índios não significa, necessariamente, que sua cultura deixou de ser autêntica e que, portanto, tais índios passaram a ser “falsos índios” ou “ex-índios”. Os estudos desenvolvidos com as sociedades indígenas, em particular os desenvolvidos por João Pacheco de Oliveira Filho, têm mostrado que elementos externos são ressemantizados e fundamentais para a preservação ou adaptação de organizações sociais e de modos de vida. Além de que, cabe indagar, se seria possível que as coletividades indígenas em contato com o mundo envolvente fossem totalmente refratárias aos fluxos culturais globais e as pressões do capitalismo.
Ainda nesse sentido, cabe esclarecer que os direitos indígenas não decorrem de uma condição de primitividade ou de pureza cultural a ser comprovada nos índios atuais. Eles decorrem, como bem pontua o antropólogo supracitado, pelo fato de serem reconhecidos pelo Estado brasileiro e pela sociedade nacional como descendentes da população autóctone. A tentativa de diferenciar os índios quanto aos seus direitos e de classificá-los pelo grau de primitividade não possui fundamentação científica. Fundamenta-se sim, no preconceito e no desconhecimento da dinâmica cultural das sociedades humanas.
A situação indígena atual, assim como a questão que envolve as relações interétnicas, é complexa e exige análise sob vários pontos de vista. A auto-sustentação tem sido um tema cada vez mais presente na agenda de discussões sobre direitos indígenas, uma vez que afeta a própria existência dessas sociedades, suas interações econômicas com a sociedade envolvente e, em particular, suas relações com o governo brasileiro. As soluções para as problemáticas indígenas impõem desafios aos diversos segmentos da sociedade, quer seja por órgãos políticos–administrativos, quer seja por instituições de pesquisa e desenvolvimento que atuam no país, como a Embrapa, por exemplo.
Atualmente os órgãos públicos federais, estaduais e municipais estão sendo chamados pelo governo brasileiro para atuarem interinstitucionalmente na articulação de ações conjuntas para enfrentar o problema da desnutrição na área indígena Guarani-kaiowá no MS. Cabe lembrar, que essas ações devem buscar como resultado o fortalecimento da produção de alimentos, bem como o da infra-estrutura de produção capazes de gerar rendas na economia de mercado e que, sobretudo, levem em consideração os conhecimentos indígenas e o respeito à sua diversidade, onde a participação dos índios é fundamental na formulação das políticas e na execução das ações, pois as demandas, como bem sabem os índios, não são mais aquelas ditadas por suas culturas tradicionais e sim as decorrentes do seu relacionamento com a sociedade envolvente."


Por Gercilene Teixeira( Ambiente Brasil)
Gercilene Teixeira (gerci@cpap.embrapa.br) é pesquisadora da Embrapa Pantanal, Corumbá-MS, mestre em Antropologia Cultural.

terça-feira, 31 de agosto de 2010

Pesquisa realiza controle biorracional de pragas

Uso de compostos naturais em atividades agrícolas reduz impacto sobre meio ambiente
A aplicação de inseticidas pode resolver a incidência de doenças em uma determinada lavoura, mas traz uma série de efeitos colaterais indesejáveis. Eliminar o inseto transmissor pode afetar a reprodução de outras espécies vegetais que dependem dele para a polinização. Além disso, resquícios dos químicos empregados aderem à planta e podem contaminar a alimentação humana, bem como rios e outros corpos d'água. A preocupação com essas questões fez surgir o conceito de controle biorracional de pragas, uma maneira de controlar o desenvolvimento de insetos sem exterminá-los com o uso de produtos sintéticos e seus derivados, procurando minimizar os impactos ambientais.

No Brasil, oito unidades de pesquisa de cinco Estados uniram-se para formar o Instituto Nacional de Ciência e Tecnologia (INCT) de Controle Biorracional de Insetos Pragas, com a proposta de desenvolver soluções de diversos problemas que atingem as plantações brasileiras.

A Universidade Federal de São Carlos (UFSCar), a Universidade Estadual de São Paulo (Unesp), campus de Rio Claro, e a Universidade de São Paulo (USP), com seus campi de Ribeirão Preto e da Escola Superior de Agricultura Luiz de Queiroz, em Piracicaba, são as quatro unidades paulistas que integram o instituto e recebem apoio da Fapesp e do Ministério da Ciência e Tecnologia (MCT) por meio da modalidade Temático-INCT. O instituto também é integrado pelas universidades federais do Paraná e de Sergipe e por duas unidades da Comissão Executiva do Plano da Lavoura Cacaueira (Ceplac): a Estação Experimental Sósthenes de Miranda, em São Sebastião do Passé (BA), e a Superintendência da Amazônia Oriental, em Belém (PA).

Uma das vantagens de utilizar compostos naturais no controle de pragas é retirar substâncias tóxicas dos processos ecológicos.

– A probabilidade de uma substância natural apresentar toxicidade a um inseto é pequena. Ela pode inibir o desenvolvimento de um determinado inseto, por exemplo, e isso poupa de produtos tóxicos o animal, o meio ambiente e o próprio ser humano, que consumirá alimentos vindos daquela planta – diz a coordenadora do INCT, Maria de Fátima das Graças Fernandes da Silva, professora do Departamento de Química da UFSCar.

Por serem mais familiares ao organismo, as substâncias naturais são metabolizadas mais facilmente, enquanto os produtos sintéticos podem acabar se acumulando. Isso ocorre porque os produtos de origem natural fazem parte de um processo de coevolução entre a planta e o inseto. No caso da aplicação de um inseticida sintético, a probabilidade dessa interação é bem menor.

As fontes de substâncias naturais não são somente as plantas, mas também fungos e bactérias, e o trabalho de pesquisa também envolve os mecanismos de interação entre insetos e plantas.

– É preciso entender por que o inseto vai até a planta, por que ele carrega a bactéria e por que essa bactéria se desenvolve bem no vegetal, provocando doença – explica a professora.

Uma abordagem como essa foi feita para entender a propagação da Xylella fastidiosa, bactéria causadora da clorose variegada de citros, popularmente conhecida como praga do amarelinho, e cujo vetor são pequenas cigarras da família Cicadellidae.

– Ao entender a interação química entre bactéria e planta, podemos desenvolver um metabólito que iniba a proliferação do patógeno no vegetal ou ainda buscar uma substância que controle a proliferação do inseto vetor – explicou Maria de Fátima.

O controle dos insetos é ambientalmente mais interessante do que a sua eliminação completa, de acordo com a pesquisadora, pois ele pode ser o vetor de uma doença para uma determinada planta e ao mesmo tempo o polinizador de outra. Portanto, eliminá-lo resultaria em perdas ambientais maiores na região em que o inseto desaparecesse.

Formigas famintas

Outro braço dessa pesquisa investiga a formiga-cortadeira (Atta sexdens rubropilosa), considerada praga de vários tipos de plantas. Para abordar o problema, a equipe da Unesp de Rio Claro estuda o comportamento social desses insetos e o grupo da UFSCar analisa os processos químicos envolvidos.
Uma das abordagens envolve um ataque indireto. Em vez de atingir as próprias formigas, uma substância desenvolvida no projeto elimina os fungos das quais elas se alimentam.

As formigas cortam as folhas das plantas e as levam para um compartimento do formigueiro. Nele, as folhas alimentam uma colônia de fungos que, por sua vez, alimenta toda a comunidade de insetos.

O produto desenvolvido na pesquisa pode ser aplicado sobre a planta ou sobre o solo e é absorvido pelo vegetal e se mistura à seiva, espalhando-se por toda a sua estrutura. O produto que fica nas folhas é recolhido pela formiga e, uma vez no formigueiro, inibe a proliferação do fungo.

Sem alimento suficiente, a colônia de insetos abandona a área deixando aquela plantação.

– Eliminar completamente a formiga não seria interessante, pois elas realizam funções importantes como a aeração do solo – explica Maria de Fátima.

A pesquisadora conta que foram desenvolvidos no âmbito do INCT dois produtos para combater a Xylella fastidiosa e um para o controle da formiga-cortadeira, que já despertaram o interesse de duas empresas. Os produtos deverão ser patenteados e comercializados.

Algumas dessas sustâncias são envolvidas em cápsulas de escala nanométrica. Esse encapsulamento imprime uma estabilidade muito maior ao princípio ativo, que dura mais e tem sua eficácia aumentada. Isso permite que ele seja aplicado em uma quantidade menor, gerando economia ao produtor agrícola.

Resistência dos produtores

O INCT de Controle Biorracional de Insetos Pragas também está colaborando com a eliminação de uma doença que atinge o mogno africano (Khaya ivorensis). Essa espécie fornecedora de madeira foi importada com o intuito de substituir o mogno brasileiro (Swietenia macrophylla), alvo da lagarta da mariposa Hypsipyla grandela.

Entretanto, embora resistente à mariposa, o mogno africano começou a ser alvo de um fungo que atinge o seu tronco e o deforma, inutilizando a parte comercialmente mais valiosa da planta. O trabalho conjunto com a Ceplac do Pará objetiva encontrar uma solução para o problema.

A pesquisa foca ainda em diversos tipos de lagartas que atacam lavouras. Estão em testes substâncias naturais que inibem o desenvolvimento de suas larvas ou que produzam insetos incapazes de atingir uma plantação.

Embora ambientalmente mais saudável, o controle biorracional de pragas enfrenta um grande obstáculo para sua aplicação: a resistência dos produtores rurais.

– Esse é o maior obstáculo, não apenas no Brasil, mas em diversos outros países. Muitos produtores consideram mais fácil a aplicação de inseticidas e a eliminação completa do inseto causador do problema, ainda que ele seja importante para outras plantas e culturas – lamenta a pesquisadora.

Fonte:Canal Rural

sexta-feira, 13 de agosto de 2010

Repassando Ecosurfi. Palestra : Surfe nas Ondas da Sustentabilidade

Cerca de 30 pessoas participaram da apresentação da Aliança dos Surfistas pelo Meio Ambiente / Movimento Surfe Sustentável na Baixada Santista - SP

A palestra “Surfe nas ondas da sustentabilidade” que faz parte da fase de mobilização do Movimento Surfe Sustentável, apresentou os quatro eixos de atuação da proposta durante a I Mostra de Surf, Arte e Meio Ambiente que acontece desde o último mês na Praia Grande.

O público teve a oportunidade de conhecer o formato e a metodologia de articulação do Movimento, que traz a tona o conceito das responsabilidades humanas dos surfistas pelo cuidado com a área costeira articulando a Aliança dos Surfistas pelo Meio Ambiente.

Entre os temas abordados para o subsidio de informações ao público, também foi apontado o panorama socioambiental que o litoral paulista se encontra. Comparações por meio de imagens e dados técnicos permitiu aos participantes a visualização da amplitude dos desafios e conflitos que a área costeira vai enfrentar com a intensificação das mudanças climáticas globais, sobretudo o litoral paulista.

Após as apresentações houve o sorteio de DVD’s e cartilhas cedidos pela campanha Oceanos do Greenpeace, que é um dos apoiadores do Movimento Surfe Sustentável.

A primeira fase de articulação Movimento conta com o apoio da Associação Ubatuba de Surf, Prefeitura Municipal de Ubatuba, Rede das Agendas 21 do Litoral Norte, Prefeitura de Ilha Comprida, SOS Mata Atlântica - Programa Costa Atlântica, Greenpeace – Campanha Oceanos, IBRASURF - Instituto Brasileiro de Desenvolvimento do Surf, Projeto Cine Surf, WWF – Brasil, I Mostra de Surf Arte e Meio Ambiente e o artista Erick Wilson.

São parceiros estratégicos do programa a Aliança por um mundo Responsável, Plural e Solidário e a Global Garbage.

Maiores informações sobre o Movimento acessem: www.surfsustentavel.org

terça-feira, 10 de agosto de 2010

Marinha analisa se óleo nas praias tem origem de tanques de navios

A principal hipótese para as manchas de óleo que atingiram algumas praias de Cabo Frio e Arraial do Cabo, na Região dos Lagos, é de que o material tenha vazado de tanques de navios que estiveram na região. A informação foi divulgada pelo Instituto Estadual do Ambiente (Inea) nesta segunda-feira (9).

Técnicos do Instituto Almirante Paulo Moreira, órgão de pesquisas da Marinha, recolheram o material e encaminharam para a análise. A expectativa dos peritos é que o laudo fique pronto em 20 dias.

As praias das Dunas e do Forte, em Cabo Frio, e Prainha, Pontal e Foguete, em Arraial do Cabo, um dos principais destinos turísticos do estado, foram algumas das contaminadas pelas pelotas de óleo. Segundo os agentes do Inea, não houve necessidade de colocar boias de contenção porque a maior quantidade de óleo está espalhada na areia das praias. Apesar dos transtornos, o Inea confirma que o óleo não chegou a Búzios, também na Região dos Lagos.

Marinha monitora tráfego de navios – O Inea recomenda aos banhistas que tiveram partes do corpo sujas pelo óleo que façam a limpeza com o óleo de cozinha e não com o solvente, já que a substância pode causar intoxicação.

A Marinha está desde o final de semana monitorando o tráfego marítimo dos últimos quatro dias dos navios que estiveram no Rio e nas áreas próximas às praias afetadas. O objetivo é coletar material dessas embarcações e comparar com o óleo encontrado nas areias. De acordo com o órgão, o infrator será notificado e autuado nos termos da Lei Federal Nº 9.966 de 28/04/2000, que pode aplicar multas de R$ 7 mil a R$ 50 milhões de acordo com as proporções do derramamento de óleo. (Fonte: G1)

segunda-feira, 9 de agosto de 2010

Mancha de óleo e algas atinge Região dos Lagos

Um vazamento de origem desconhecida atingiu o litoral fluminense nesse domingo. Pelo menos cinco praias da Região dos Lagos foram afetadas.

Na Prainha, em Arraial do Cabo, uma das mais famosas da Região dos Lagos, as placas de óleo se espalharam por toda a faixa de areia. De longe, a água parecia limpa, mas de perto era possível ver as pequenas placas que chegavam à areia.

De acordo com a Capitania dos Portos, a mancha que se espalhou pela região foi vista por imagens de satélite. Durante todo o domingo, equipes colheram amostras, que serão enviadas para análise. A partir desse material, deve ser identificado de onde o óleo vazou. De acordo com Alcebíades Terra, Coordenador de Meio Ambiente de Cabo Frio, a Petrobras é a responsável por fazer esse estudo.

De acordo com o corpo de bombeiros, a mancha se estendeu por, pelo menos, cinco praias da região. Em Cabo Frio, a praia do Peró foi afetada. Bem próximo ao óleo, cinco pinguins foram encontrados mortos pelos banhistas.

A Petrobras diz que não tem qualquer relação com a mancha de óleo. A assessoria da empresa informou que a Marinha pediu ajuda para conter o material, mas ainda não sabe de onde partiu o vazamento. A Capitania dos Portos recolheu amostras que serão enviadas para análise. O laudo deve ficar pronto em 20 dias e a multa pelo despejo pode chegar a R$ 50 milhões.

Fonte : Noticiario regional http://intertvonline.globo.com/rj/noticias.php?id=10229

sábado, 7 de agosto de 2010

Geleira do tamanho de Manhattan se desprende da Groenlândia - Ciência - Notícia - VEJA.com

Geleira do tamanho de Manhattan se desprende da Groenlândia - Ciência - Notícia - VEJA.com

Projeto Ingá Sustentável dá força às ações socioambientais em Itu

( Publicado: Quarta-feira, 30 de junho de 2010 por Renan Pereira )


A meta é desenvolver campanhas que foquem a sustentabilidade.
“Desenvolver projetos socioambientais que foquem a sustentabilidade concretizando ideias e ideais, visando a possibilidade de expansão da experiência para outros locais do Brasil e do mundo”. Esse é o objetivo do Projeto Ingá Sustentável, campanha instalada na cidade de Itu por meio do “Núcleo de Educação, Pesquisa e Prática em Sustentabilidade”.

“Dispomos de uma área com aproximadamente dois hectares e identificamos a possibilidade de compartilhar práticas sustentáveis através de ferramentas e práticas da gestão de projetos. Definimos como base os conhecimentos existentes e disponíveis sobre permacultura e agrofloresta, permanecendo abertos para agregação de novas práticas e conhecimentos de outras entidades, profissionais e civilizações”, explica Gabriel Galvão Menezes, um dos coordenadores do projeto.
Uma das principais metas do Ingá Sustentável é planejar, projetar e construir uma propriedade rural integrada, sustentável e produtiva, compreendendo a produção orgânica e intensiva de alimentos; além da utilização e transformação de energias renováveis e a padronização de métodos para multiplicação em outras realidades. “Neste sentido nos tornaremos um espaço aberto para visitação, realização de cursos, palestras e eventos para qualquer grupo ou indivíduo interessado”, esclarece Menezes.
Para direcionar e validar tecnicamente o projeto, o comitê técnico conta com profissionais das áreas de agronomia, arquitetura, engenharia civil, gestão de projetos e pedagogia. Para isso, a campanha conta com uma série de instituições: Síntese Consultoria e Gestão de Negócios Ltda, Future Trends, Coordenadoria de Defesa Agropecuária (CAD/Itu), Coordenadoria de Assistência Técnica Integral (CATI/SP), Faculdade de Arquitetura e Urbanismo do Mackenzie e Defesa Civil do Município de São Paulo.
A partir da conclusão do Projeto Ingá Sustentável (prevista para novembro de 2010) o “Núcleo de Educação, Pesquisa e Prática em Sustentabilidade” dará início às suas atividades que, dentre outras, terá como características a função de ser um espaço educativo multi e interdisciplinar, demonstrando diferentes técnicas e tecnologias em diferentes níveis, tais como:
> Disposição inteligente dos elementos dentro de uma área;
> Habitação sustentável e ecológica;
> Aproveitamento da luz solar;
> Captação e armazenamento de água da chuva;
> Separação de resíduos;
> Compostagem de resíduos orgânicos;
> Policultivo agrícola intensivo;
> Horta mandala;
> Plantas medicinais e aromáticas;
> Cultivo em terraças;
> Uso racional da água;
> Energias renováveis;
> Método para reaplicação.


Fonte: Portal Itu.com.br