Ano passado vindo para Massambaba, filmei uma area imensa de restinga demarcada para construcao de um condomínio de casas. A especulação imobiliaria dominando as riquezas da regiao.
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sábado, 21 de maio de 2016
terça-feira, 18 de setembro de 2012
E o meio ambiente?
Epoca de eleicoes e muito se escuta sobre projetos em nivel social e educacional, confesso, que uns ateh muito bons, embora precisem se empenhar também nos ambientais. Eh impressionante, como se utilizam desses temas cliches, como trunfo de campanha... no entanto, eu nao acredito mais. Jah cheguei naquele estagio Sao Tome : Ver pra crer. E digo, tah dificil...rss
Na minha cidade, horario de propaganda eleitoral eh comedia grega, embora o meu candidato, que nao to aqui para dizer nomes, nao eh santo ( ninguem eh), mas eu acredito pelo que ele jah fez por ela. Em termos de meio-ambiente, ele tambem tem um bom projeto na orla, principalmente quando se fala de ciclovia que tah mal planejada pacas, ateh hoje me pergunto se quem fez aquilo aqui pedala...rs
Mesmo assim, eu esperava que se falasse mais sobre o que se planeja para o meio e investimentos na area, por exemplo, usinas de reciclagem, pois o que adianta o povo reciclar lixo se nao existe uma coleta especifica? Oo A situação dos lixoes pelo que eu soube também anda caotica e investir mais numa fiscalização ambiental mais atenta. Na lagoa das Palmeiras em Cabo Frio, por exemplo, se ve o cano de esgoto , sem falar na sujeira.
Sobre os candidatos adversarios , num eu nao vi neca de pitibiriba nesse setor ainda. Alem de nao me comover e nem convencer. O outro, o ultimo, vejo ateh uma feh, mas nao tem tietes o suficiente entao, to achando dificil chegar na disputa, mas facil atrapalhar a votação. Bem, vamos ver no que vai isso pelo menos porque em termos de meio ambiente, nao to vendo muitas promessas.
Sobre os candidatos adversarios , num eu nao vi neca de pitibiriba nesse setor ainda. Alem de nao me comover e nem convencer. O outro, o ultimo, vejo ateh uma feh, mas nao tem tietes o suficiente entao, to achando dificil chegar na disputa, mas facil atrapalhar a votação. Bem, vamos ver no que vai isso pelo menos porque em termos de meio ambiente, nao to vendo muitas promessas.
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terça-feira, 23 de agosto de 2011
Belo Monte - Piaraçu
O indio eh um patrimonio cultural vivo . Mas , nesse pais nao se valoriza nem patrimonio, nem cultura e menos ainda, os recursos naturais... e agora? e depois? Vc se preocupa ?
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sexta-feira, 1 de abril de 2011
A Questão Fukushima
A polemica em torno da 'confusa' usina de Fukushima coloca em xeque outra polemica, a questao nuclear. Tema que vem trazendo reflexões sobre nossas vidas, como procedemos quanto a isso , que mudanças seriam preciso e quais soluções. Nessa entrevista do biólogo Jean Remy Davée Guimarães( Universidade Federal do R.J), deu ao Estúdio CH, ele traz alguns esclarecimentos e fala sobre os impactos desse acidente .
Entrevista completa
No momento, existe um impasse.A AIEA (Agência Internacional de Energia Atômica ) recomendou que a area de evacuação em torno da usina nuclear fosse o dobro que o estipulado pelo Japão de 20 Km, estendendo-se a cidade de Litate, que fica a 40 Km e , que foi detectada a presença de alto nivel de radioactividade. O Greenpeace também não estah satisfeita e pressiona para que o Japão amplie a area de segurança para 30 Km em torno da usina. Mas, o Governo japonês jah informou que nao ampliarah a area de segurança, embora recomendem que os moradores da região entre 20 e 30 km, deixem suas casas de forma voluntária.
Conforme o site do Greenpeace, a ONG continuará a acompanhar e a fornecer uma avaliação independente da situação . Mais no próprio site
Fontes:
http://cienciahoje.uol.com.br/
http://www.valoronline.com.br/online/geral/93/405791/aiea-recomenda-ampliar-area-de-isolamento-no-entorno-de-fukushima/
http://www.greenpeace.org/international/en/campaigns/nuclear/safety/accidents/Fukushima-nuclear-disaster/
Foto:
http://s.glbimg.com/jo/g1/f/original/2011/03/12/300x225_tremorjapaofukushima_usina.jpg)
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sábado, 7 de agosto de 2010
Atum azul sob ameaça na Europa
Um olhar para o passado tenta salvar o atum azul (Thunnus Thynnus) de desaparecer das águas que banham o continente europeu. Este peixe é uma espécie importante para o comércio na região e sua atividade pesqueira existe há pelo menos 100 anos. Um estudo History of Marine Animal Populations, de 2007, apontou que lá no norte da Europa a abundância do atum era enorme no início do século XX. E ainda na primeira metade do século, entre as décadas de 30 e 40, o comércio pesqueiro desta espécie passou a se industrializar, e aumento sensivelmente sua produção. A conclusão é triste. Já nos anos 70 era raro encontrar o atum azul nas águas do norte europeu. O alerta foi dado e os cientistas esperam que com esta medida possam gerar esforços futuros para que além do atum azul, outras espécies de peixes tenham a conservação que merecem para continuarem a nadar em seus habitats, sem o perigo da extinção. ( Créditos: www.coml.org/divulgação )
Como salvar o atum-azul
O atum-azul é um peixe magnífico. Pode chegar a 4 metros de comprimento, pesar 700 quilos, nadar à velocidade de 70 quilômetros por hora e viver quarenta anos. Sua carne vermelha, macia e saborosa, fez dele o pescado mais apreciado da culinária japonesa. A dúvida é se o atum-azul sobreviverá à globalização do sushi e do sashimi. Estima-se que a pesca predatória tenha reduzido o estoque desse peixe a somente 10% do existente há cinco décadas. Nesse ritmo, segundo alguns cálculos, o atum-azul pode estar extinto em apenas cinco anos. É quase certo que, quando for atualizada em março, a Convenção sobre Comércio Internacional das Espécies da Flora e Fauna Selvagens em Perigo de Extinção inclua o atum-azul na lista das espécies ameaçadas. O efeito prático dessa medida, que tem o apoio dos Estados Unidos e da União Europeia, seria a imposição de uma moratória de dois anos na pesca. Nada disso garante a sobrevivência do atum-azul.
Entre a captura e a venda, o comércio de atum-azul movimenta um volume impressionante de 1 bilhão de dólares por ano. Só existe uma forma reconhecida de preservar uma espécie marítima e, ao mesmo tempo, manter o mercado abastecido: sua criação em cativeiro. Foi o que salvou o salmão. Hoje, dois terços do consumo mundial saem de fazendas aquáticas, reduzindo a pressão sobre o estoque de salmão na natureza. O que impediu até agora que o mesmo fosse feito com o atum-azul foi seu comportamento, muito mais complexo que o de outras espécies criadas em fazendas. Para começar, ele vive em migração permanente. Ao contrário da maioria dos peixes, o atum-azul precisa nadar constantemente (inclusive quando está dormindo) para respirar pelas guelras. Estima-se que cada cardume viaje 10 000 quilômetros por ano. O peixe também é exigente com a alimentação. Não aceita ração e só come alimentos vivos, como sardinha, e em grande quantidade. São 20 quilos de peixes menores para cada quilo de seu próprio peso. Em comparação, o salmão come um décimo dessa proporção.
Já existem fazendas de engorda desses peixes capturados bem jovens. Mas só em 2009, finalmente, depois de quatro décadas de pesquisas, surgiu uma técnica promissora para reproduzir o atum-azul em fazendas. Com a ajuda de cientistas japoneses da Universidade Kinki, o principal centro de pesquisas do atum-azul, a empresa australiana Cleanseas montou tanques que conseguem simular, com motores e luzes, as condições de vida de cada faixa etária do peixe. "Na época em que a espécie vai para os trópicos, a temperatura da água aumenta e o sol nasce mais cedo. A velocidade da corrente marítima também muda conforme a latitude", disse a VEJA Hagen Stehr, CEO da Cleanseas. A técnica para induzir peixes adultos a se reproduzir por meio de tratamento hormonal também foi desenvolvida pelos japoneses de Kinki. O primeiro resultado experimental, obtido em março, foi um sucesso: recolheram-se 50 milhões de ovos. Se cada um deles resultasse em um peixe adulto, haveria o suficiente para suprir a demanda mundial por onze anos. A segunda desova está prevista para janeiro. Desta vez, os alevinos serão criados nos tanques com simulação de uma migração. Quando estiverem próximos à fase adulta, eles serão levados para tanques-rede nos oceanos até a hora do abate. A expectativa da empresa é já dispor de 250 000 peixes em 2015 – volume equivalente a toda a produção da Austrália no ano passado.
Se der certo, pode ser a salvação desse animal, cujas rotas de migração no Mar Mediterrâneo (seu principal habitat) e nos oceanos Pacífico e Atlântico são bem conhecidas pelos pescadores. Como os cardumes são localizados com a ajuda de satélites, aviões e aparelhos de sonar, o atum-azul não tem chance de escapar de seus predadores humanos. De cada 10 quilos pescados, 8 vão para o Japão. "O peixe tem uma consistência amanteigada e um sabor incomparável", elogia Shigeru Hiranu, dono de um restaurante em São Paulo. Um peixe relativamente pequeno, de 40 quilos, vale 4 000 dólares no leilão realizado diariamente em Tóquio. Em 2001, um atum-azul de 200 quilos foi vendido por 220 000 dólares, o maior valor já pago por um peixe. No Brasil, contam-se nos dedos os restaurantes com a iguaria no cardápio. Aqui, são utilizadas outras quatro espécies de atum: albacora-bandolim, atum-branco, atum-amarelo e albacorinha. Por não viverem em águas frias como o atum-azul, essas espécies não têm o alto teor de gordura que dá sabor ao peixe. A prova mais clara dessa diferença é o preço: o atum-branco, mais comum no Brasil, custa menos de 10 reais o quilo. ( http://planetasustentavel.abril.com.br )
Fontes imagens : Greenpeace e http://sheric.ru/fish/t.html
quarta-feira, 4 de agosto de 2010
Florestas Saqueadas - Autor: Paulo Roberto Moraes
A quest�o ambiental vem ganhando import�ncia no mundo inteiro, n�o somente pela preocupa��o com a qualidade da vida humana como tamb�m pelas potencialidades econ�micas dos recursos naturais de cada pa�s.
Nos �ltimos anos, com os avan�os da engenharia gen�tica e da biotecnologia, o pre�o da vida silvestre tornou-se incalcul�vel para as grandes corpora��es multinacionais, que buscam em determinados ambientes as matrizes para muitos de seus produtos, as quais, depois de alteradas geneticamente, s�o comercializadas por valores elevad�ssimos.
Entre essas regi�es, as florestas tropicais assumem especial relev�ncia na medida em que cont�m a maior biodiversidade do planeta e possuem muitas �reas quase desconhecidas. Nesse quadro, nosso pa�s ganha destaque especial, principalmente por abrigar a impressionante Floresta Amaz�nica. O n�mero inigual�vel de esp�cies de plantas, peixes, anf�bios, p�ssaros, primatas e insetos, muitos deles ainda n�o descritos nem estudados pela ci�ncia, inclui o Brasil num seleto grupo de pa�ses not�rios por sua megadiversidade biol�gica. Detentor de 23% da biodiversidade do planeta, de acordo com c�lculos do Instituto de Pesquisa Econ�mica Aplicada (Ipea), o Brasil conta com um patrim�nio gen�tico estimado em 2 trilh�es de d�lares.
Em raz�o dessa imensa riqueza, nosso pa�s e outras na��es privilegiadas em biodiversidade passaram a ser alvo da a��o da biopirataria, praticada principalmente por grandes conglomerados transnacionais. Eles levam, sem autoriza��o, elementos da fauna e da flora nativas para o estrangeiro, com fins industriais ou medicinais, sem nenhum pagamento ao pa�s produtor ou � popula��o local, que muitas vezes j� conhece as propriedades curativas de esp�cies subtra�das. Assim, usado pela primeira vez em 1993, o termo biopirataria � mais do que contrabando. � a apropria��o e monopoliza��o de conhecimentos mais tarde patenteados em �mbito internacional, sem que as comunidades locais tenham direito � participa��o financeira com essa explora��o.
Riquezas roubadas
A lista dos pa�ses alvo da biopirataria � grande. Madag�scar, Qu�nia, Senegal, Camar�es, �frica do Sul, Zaire, Brasil, Guiana, Peru, Argentina, Venezuela, Paraguai, Bol�via, Col�mbia, R�ssia, Tanz�nia, Indon�sia, �ndia, Vietn�, Mal�sia e China.Calcula-se que esse com�rcio ilegal movimente cerca de 10 bilh�es de d�lares por ano. O Brasil responde por 10% desse tr�fico, que inclui animais e sementes. Segundo o Parlamento Latino-Americano, mais de 100 empresas fazem bioprospec��o ou biopirataria no Brasil.
Calcula-se que cerca de 40% dos rem�dios sejam oriundos de fontes naturais, sendo 30% de origem vegetal e 10% de origem animal e microorganismos.
Grande parte do princ�pio ativo dos hipertensivos (medicamentos prescritos contra press�o alta) � retirada do veneno de serpentes brasileiras, como, por exemplo, a jararaca.
O Brasil possui um imenso potencial gen�tico a ser explorado. Estimase que seu patrim�nio vegetal represente cerca de 16,5 bilh�es de genes. Sendo t�o rico em subst�ncias biologicamente ativas, tornou-se, comprovadamente, alvo de biopiratas. As den�ncias de casos de pirataria gen�tica s�o freq�entes. Elas envolvem institui��es oficiais de ensino e pesquisa, cientistas e laborat�rios estrangeiros que saem daqui levando riquezas biol�gicas, para posteriormente registrar patentes e gozar de vantagens econ�micas obtidas � custa de produtos gerados com nossas plantas e animais.
Cerca de 70% da biopirataria praticada no Brasil � feita por institui��es filantr�picas, que entram em nosso territ�rio alegando a inten��o de promover o atendimento a popula��es carentes e remetem clandestinamente material gen�tico, in natura e em grandes quantidades, principalmente para Estados Unidos, Inglaterra, Fran�a, Alemanha, Su��a e Jap�o. O restante da retirada irregular � praticado por institui��es cient�ficas legalmente instaladas. Apesar de o volume exportado ser menor, o dano por elas causado � maior, pois a alta tecnologia que aplicam nas pesquisas realizadas aqui mesmo permite o envio, para suas sedes, de material j� sintetizado.
Retirar material biol�gico clandestinamente de um pa�s n�o exige muita criatividade. Existem diversas maneiras de esconder fragmentos de tecidos, culturas de microorganismos ou min�sculas sementes sem a necessidade de grandes aparatos.
Mas geralmente a a��o mais flagrada � o tr�fico de animais silvestres.
Na Eco-92, a Conven��o da Biodiversidade deu origem ao documento Estrat�gia Global para a Biodiversidade. O combate � biopirataria prev� o pagamento de royalties pelas empresas que fizerem pesquisas ou explorarem a fauna e/ou a flora num pa�s estrangeiro e a transfer�ncia de tecnologia e informa��es para o pa�s detentor da �mat�ria-prima� biol�gica. Esses dois pontos v�o contra os interesses dos grandes conglomerados farmac�uticos, que se op�em � assinatura de qualquer acordo ou tratado nesses termos. Os pa�ses ricos, liderados pelos EUA, alegam que os seus gastos com pesquisas nem sempre se transformam em produtos rent�veis. Em outras palavras, afirmam que investem muito na procura de novas subst�ncias e que apenas uma ou outra resulta em fonte de lucro.
Proteger legalmente o patrim�nio biol�gico em pa�ses pobres � uma batalha sem fim. Carentes de tecnologia, mas detentores de cobi�ada fauna e flora, como essas na��es podem pressionar as megacorpora��es de pa�ses ricos e desenvolvidos?
Mais um motivo para que o uso sustent�vel da biodiversidade seja uma das maiores preocupa��es da sociedade moderna, que, adquirindo maior consci�ncia da import�ncia estrat�gica da preserva��o da biodiversidade, deve exigir dos governos posturas coerentes para a prote��o ambiental e para a explora��o dessa riqueza.
Paulo Roberto Moraes � doutorando em Geografia F�sica pela USP. Professor da Pontif�cia Universidade Cat�lica de S�o Paulo, do curso Anglo Vestibulares e autor de livros did�ticos e paradid�ticos.
terça-feira, 6 de julho de 2010
Contaminantes na água comprometem reprodução de várias espécies
(Notícia G1)
"No Brasil, ação de interferente endócrino gera molusco com dois sexos.
Danos da poluição hormonal à saúde humana são objeto de pesquisas.
(Luciana ChristanteDa ‘Unesp Ciência’)
Os ursos polares do Ártico estão tendo menos filhotes, assim como os pinguins-de-adélia da Antártida. No litoral brasileiro, é possível encontrar moluscos com dois sexos, tal como ocorre com alguns crocodilos da Flórida. Alterações dos órgãos sexuais e problemas reprodutivos como esses vêm sendo cada vez mais observados em diversas espécies ao redor do mundo. A causa é um tipo de poluição ainda pouco comentado fora da academia, mas que é objeto de estudo de um número crescente de cientistas. São contaminantes que se disseminaram em grande escala pelo planeta a partir do século 20, pondo em risco a biodiversidade e, suspeita-se, também a saúde humana.
Conhecidos como interferentes endócrinos, eles mimetizam a ação do estrógeno, o hormônio sexual feminino. De plásticos a pesticidas, de cosméticos a substâncias de uso industrial, passando por detergentes e até pela urina humana, as fontes são inúmeras e difusas. São moléculas quimicamente muito distintas entre si, mas que têm em comum a capacidade de interagir com os receptores de estrógenos que a maioria dos animais carrega na membrana de suas células. “Disfarçadas” de hormônio, elas produzem uma mensagem enganosa que pode fazer a célula se multiplicar, morrer ou produzir certas proteínas na hora errada, por exemplo.
Em animais, o efeito mais evidente é a feminilização de machos, e, com menor frequência, a masculinização de fêmeas. “Tudo depende do composto, da espécie e da fase do desenvolvimento em que o organismo é exposto”, diz Mary Rosa Rodrigues de Marchi, do Instituto de Química da Unesp em Araraquara. O período crítico de exposição é a fase de desenvolvimento, quando o estímulo hormonal certo na hora certa define os processos que darão origem a caracteres e comportamentos sexuais que se perpetuarão por toda a vida.
Evidências sobre os efeitos em humanos ainda são inconclusivas, mas não falta quem suspeite que a queda acentuada na contagem de espermatozoides em homens nos últimos 60 anos seja uma possível consequência. O fenômeno foi detectado inicialmente em países escandinavos, conhecidos por suas longas séries de dados epidemiológicos. É impossível provar a ligação direta com os interferentes endócrinos no ambiente, mas a indução do efeito em animais de laboratório aumenta a desconfiança.
“É muito difícil, e às vezes frustrante, confirmar o nexo causal entre esses contaminantes e a saúde humana. Mas o impacto ambiental deles já está bem estabelecido”, afirma Wilson Jardim, do Instituto de Química da Unicamp.
Wilson Jardim há anos estuda a presença de poluentes químicos nas águas que abastecem a região de Campinas. Além dos estrógenos naturais e sintéticos, ele também encontrou interferentes endócrinos usados na fabricação de plásticos, como os ftalatos e o bisfenol A. Estudos com animais de laboratório mostram que esses dois compostos (em doses mais altas às quais estamos expostos) podem prejudicar o desenvolvimento fetal, causando anormalidades nos órgãos reprodutivos.
Cadeia alimentar
Há ainda vários outros interferentes endócrinos que são insolúveis em água e têm origens e percursos ambientais completamente distintos. É o caso de uma vasta lista de pesticidas, que inclui tanto produtos proibidos, como DDT, quanto outros ainda em uso, como fibronil. São moléculas que podem levar anos ou décadas para se degradar até um composto que não apresente atividade estrogênica.
Dispersas no solo ou no ar, elas aderem a partículas que são carregadas pelas chuvas até os cursos d’água. Lá se depositam no sedimento de rios ou oceanos, do qual se alimentam vermes, moluscos, crustáceos ou peixes. Sua baixa solubilidade em água faz com que se acumulem em tecidos gordurosos.
O caranguejo-ermitão que vive na costa brasileira é uma dessas vítimas. Nesse caso, o vilão é uma substância conhecida como TBT (tributilestanho) – um componente da tinta que reveste o casco das embarcações para impedir o crescimento de cracas e algas (o que compromete o deslizamento na água e faz o veículo gastar mais combustível).
Bruno Sant’Anna, doutorando do Instituto de Biociências da Unesp em Rio Claro, está investigando a população do crustáceo em 25 estuários do litoral do Brasil, do sul da Bahia a Santa Catarina. Nos locais analisados até o momento (litoral de São Paulo e Paraty, no Rio), ele observou que até 8% dos animais tinham órgãos sexuais masculinos e femininos ao mesmo tempo.
O fenômeno faz com que fêmeas se transformem em machos, explica Sant’Anna. Em todos os animais analisados encontrou-se TBT, em níveis que variaram dependendo do lugar. A maior contaminação foi observada em São Sebastião e a menor, em Cananeia, ambas no litoral paulista. O TBT e seus subprodutos igualmente tóxicos persistem no ambiente por pelo menos dez anos.
A mudança de sexo causada pela “tinta envenenada”, como é conhecida entre pescadores, já foi descrita em mais de 120 espécies de moluscos ao redor do mundo. Uma convenção da Organização Marítima Mundial, da qual o Brasil é signatário, determinou o banimento desse tipo de tinta até 2008. A adesão foi mais rápida nos países desenvolvidos. Em Brasília, um projeto de decreto legislativo (1804/2009), aprovado pela Comissão de Meio Ambiente e Desenvolvimento Sustentável da Câmara em novembro passado, aguarda votação no plenário.
O caranguejo-ermitão não faz parte do cardápio humano, mas sua contaminação, por TBT ou outro interferente endócrino encontrado no sedimento marinho, é transmitida a seus predadores e assim sucessivamente. Via cadeia alimentar, essas substâncias persistentes têm se disseminado na natureza, o que explica o fato de animais que vivem nas calotas polares estarem contaminados com pesticidas organoclorados, muitos deles banidos nos anos 1960 e 1970, ou com bifenilas policloradas, um tipo de fluido usado em transformadores elétricos até os anos 1980 e mais conhecido como ascarel. Estudos da década de 1990 em países como Alemanha, Holanda e Canadá encontraram pesticidas e ascarel no tecido adiposo e no leite humanos, em níveis mais elevados nas pessoas que consumiam grande quantidade de peixe."
Copyright: Unesp Ciência
È lastimável que tantas trágicas mudanças , tanto essas como outras no Meio Ambiente, não consigam sensibilizar e mobilizar uma sociedade. (A.Eco)
"No Brasil, ação de interferente endócrino gera molusco com dois sexos.
Danos da poluição hormonal à saúde humana são objeto de pesquisas.
(Luciana ChristanteDa ‘Unesp Ciência’)
Os ursos polares do Ártico estão tendo menos filhotes, assim como os pinguins-de-adélia da Antártida. No litoral brasileiro, é possível encontrar moluscos com dois sexos, tal como ocorre com alguns crocodilos da Flórida. Alterações dos órgãos sexuais e problemas reprodutivos como esses vêm sendo cada vez mais observados em diversas espécies ao redor do mundo. A causa é um tipo de poluição ainda pouco comentado fora da academia, mas que é objeto de estudo de um número crescente de cientistas. São contaminantes que se disseminaram em grande escala pelo planeta a partir do século 20, pondo em risco a biodiversidade e, suspeita-se, também a saúde humana.
Conhecidos como interferentes endócrinos, eles mimetizam a ação do estrógeno, o hormônio sexual feminino. De plásticos a pesticidas, de cosméticos a substâncias de uso industrial, passando por detergentes e até pela urina humana, as fontes são inúmeras e difusas. São moléculas quimicamente muito distintas entre si, mas que têm em comum a capacidade de interagir com os receptores de estrógenos que a maioria dos animais carrega na membrana de suas células. “Disfarçadas” de hormônio, elas produzem uma mensagem enganosa que pode fazer a célula se multiplicar, morrer ou produzir certas proteínas na hora errada, por exemplo.
Em animais, o efeito mais evidente é a feminilização de machos, e, com menor frequência, a masculinização de fêmeas. “Tudo depende do composto, da espécie e da fase do desenvolvimento em que o organismo é exposto”, diz Mary Rosa Rodrigues de Marchi, do Instituto de Química da Unesp em Araraquara. O período crítico de exposição é a fase de desenvolvimento, quando o estímulo hormonal certo na hora certa define os processos que darão origem a caracteres e comportamentos sexuais que se perpetuarão por toda a vida.
Evidências sobre os efeitos em humanos ainda são inconclusivas, mas não falta quem suspeite que a queda acentuada na contagem de espermatozoides em homens nos últimos 60 anos seja uma possível consequência. O fenômeno foi detectado inicialmente em países escandinavos, conhecidos por suas longas séries de dados epidemiológicos. É impossível provar a ligação direta com os interferentes endócrinos no ambiente, mas a indução do efeito em animais de laboratório aumenta a desconfiança.
“É muito difícil, e às vezes frustrante, confirmar o nexo causal entre esses contaminantes e a saúde humana. Mas o impacto ambiental deles já está bem estabelecido”, afirma Wilson Jardim, do Instituto de Química da Unicamp.
Wilson Jardim há anos estuda a presença de poluentes químicos nas águas que abastecem a região de Campinas. Além dos estrógenos naturais e sintéticos, ele também encontrou interferentes endócrinos usados na fabricação de plásticos, como os ftalatos e o bisfenol A. Estudos com animais de laboratório mostram que esses dois compostos (em doses mais altas às quais estamos expostos) podem prejudicar o desenvolvimento fetal, causando anormalidades nos órgãos reprodutivos.
Cadeia alimentar
Há ainda vários outros interferentes endócrinos que são insolúveis em água e têm origens e percursos ambientais completamente distintos. É o caso de uma vasta lista de pesticidas, que inclui tanto produtos proibidos, como DDT, quanto outros ainda em uso, como fibronil. São moléculas que podem levar anos ou décadas para se degradar até um composto que não apresente atividade estrogênica.
Dispersas no solo ou no ar, elas aderem a partículas que são carregadas pelas chuvas até os cursos d’água. Lá se depositam no sedimento de rios ou oceanos, do qual se alimentam vermes, moluscos, crustáceos ou peixes. Sua baixa solubilidade em água faz com que se acumulem em tecidos gordurosos.
O caranguejo-ermitão que vive na costa brasileira é uma dessas vítimas. Nesse caso, o vilão é uma substância conhecida como TBT (tributilestanho) – um componente da tinta que reveste o casco das embarcações para impedir o crescimento de cracas e algas (o que compromete o deslizamento na água e faz o veículo gastar mais combustível).
Bruno Sant’Anna, doutorando do Instituto de Biociências da Unesp em Rio Claro, está investigando a população do crustáceo em 25 estuários do litoral do Brasil, do sul da Bahia a Santa Catarina. Nos locais analisados até o momento (litoral de São Paulo e Paraty, no Rio), ele observou que até 8% dos animais tinham órgãos sexuais masculinos e femininos ao mesmo tempo.
O fenômeno faz com que fêmeas se transformem em machos, explica Sant’Anna. Em todos os animais analisados encontrou-se TBT, em níveis que variaram dependendo do lugar. A maior contaminação foi observada em São Sebastião e a menor, em Cananeia, ambas no litoral paulista. O TBT e seus subprodutos igualmente tóxicos persistem no ambiente por pelo menos dez anos.
A mudança de sexo causada pela “tinta envenenada”, como é conhecida entre pescadores, já foi descrita em mais de 120 espécies de moluscos ao redor do mundo. Uma convenção da Organização Marítima Mundial, da qual o Brasil é signatário, determinou o banimento desse tipo de tinta até 2008. A adesão foi mais rápida nos países desenvolvidos. Em Brasília, um projeto de decreto legislativo (1804/2009), aprovado pela Comissão de Meio Ambiente e Desenvolvimento Sustentável da Câmara em novembro passado, aguarda votação no plenário.
O caranguejo-ermitão não faz parte do cardápio humano, mas sua contaminação, por TBT ou outro interferente endócrino encontrado no sedimento marinho, é transmitida a seus predadores e assim sucessivamente. Via cadeia alimentar, essas substâncias persistentes têm se disseminado na natureza, o que explica o fato de animais que vivem nas calotas polares estarem contaminados com pesticidas organoclorados, muitos deles banidos nos anos 1960 e 1970, ou com bifenilas policloradas, um tipo de fluido usado em transformadores elétricos até os anos 1980 e mais conhecido como ascarel. Estudos da década de 1990 em países como Alemanha, Holanda e Canadá encontraram pesticidas e ascarel no tecido adiposo e no leite humanos, em níveis mais elevados nas pessoas que consumiam grande quantidade de peixe."
Copyright: Unesp Ciência
È lastimável que tantas trágicas mudanças , tanto essas como outras no Meio Ambiente, não consigam sensibilizar e mobilizar uma sociedade. (A.Eco)
terça-feira, 4 de maio de 2010
Desastre ambiental
Noticiário sôbre a mancha de petróleo ,oriunda da pior catástrofe ambiental do governo dos Estados Unidos na qual,quase 800 mil litros( 5 mil barris) de petróleo jorram diariamente no mar do Golfo do México depois da explosão de uma plataforma, na semana passada.
Conclusão: Mais uma vez, o planeta perde...
Conclusão: Mais uma vez, o planeta perde...
terça-feira, 27 de abril de 2010
Vergonha e Revolta:"Roubo de ovos de tartaruga"
Roubo de ovos de tartaruga: A denúncia do massacre é verdadeira Fonte:Portal do Meio Ambiente


"Saque dos ovos de tartarugas para venda aos restaurantes na Praia de Ostional,
do oceano Pacífico, localizada a 350 de San Jose, capital da Costa Rica
Nos últimos meses tenho recebido centenas de e-mails com as imagens chocantes do saque de ovos de tartarugas pelas pessoas nas praias da Costa Rica. Fiquei desconfiado porque estava cheirando boato de internet. Algumas mensagens que estavam chegando informavam que o local era o Rio Solimões, no Brasil!
Obviamente não poderia ser um banco de areia do rio Solimões, considerando que as imagens mostram claramente o mar, sacos de fertilizante utilizados para transportar os ovos escritos em espanhol e também as características físicas das pessoas. Então, como informavam a maior parte das mensagens, o local mais plausível para as cenas do massacre poderia realmente ser uma praia da Costa Rica
Os gestores do projeto garantem que em cada temporada são saqueados “apenas” 3 milhões de ovos e que este número é 10% do total que as tartarugas depositam
Estariam as praias das Costa Rica tornando-se mortais para as tartarugas? Eu fui atrás de fontes confiáveis e verifiquei que, infelizmente, estão. É o que parece. As imagens não mentem, não foram manipuladas e mostram uma triste realidade nas praias da Costa Rica: o saque de ovos de tartarugas para o consumo e venda para restaurantes que faturam alto com a iguaria servida para os turistas estrangeiros. Tal prática é, obviamente, motivo de muita preocupação porque ameaçam de extinção algumas espécies de tartarugas.
Estes ovos saqueados dos ninhos das tartarugas são embalados, recebem um selo de "coletados legalmente" e vendidos para bares, restaurantes e padarias em toda a Costa Rica.
Há 20 anos o pesquisador Douglas Clark Robinson, da Faculdade de Biologia da Universidade da Costa Rica, colocou em prática um projeto de geração de renda pioneiro envolvendo as famílias da comunidade de Ostional, em Guanacaste, com uma atividade duvidosa de coleta "sustentável” de ovos para consumo próprio ou comercialização para os restaurantes.
Ovos de tartaruga saqueados da natureza na cozinha de um restaurante da Costa Rica
Lembrando que o local é uma unidade de conservação da natureza, Refúgio Nacional da Vida Selvagem de Ostional, e são os ovos da tartaruga oliva (Lepidochels olivacea), espécie que ESTÁ AMEAÇADA DE EXTINÇÃO. A tartaruga oliva desova nas praias brasileiras também, no Nordeste.
Durante as primeiras 35 horas após o início da desova, os habitantes locais passaram a receber autorização para promover a retirada maciça de ovos que, segundo os defensores deste projeto macabro de manejo sustentável, seriam destruídos pelas levas seguintes de tartarugas que congestionam o reduzido espaço ainda disponível na praia para a desova. A verdade é que para a mamãe natureza não faz nenhuma diferença se uma agressão é autorizada ou não.
Dizem que o monitoramento é feito pela Universidade da Costa Rica, Instituto da Pesca e Ministério do Ambiente, que até hoje gerenciam o projeto. E, assim, como tem muita gente que acredita em papai Noel, alguns defendem com unhas e dentes que este projeto funciona e ajuda a salvar as tartarugas. Na verdade, o salários de muita gente provém destes projetos de manejo sustentável. A cadeia alimentar dos predadores de ovos de tartaruga é bem mais complexa do que se imagina.
Para minha surpresa, a nota de “esclarecimento” do Projeto TAMAR/ICMBio publicada no site OECO defende com vigor este saque de ovos de tartaruga pelas pessoas com o argumento de que seriam desperdiçados ao servirem de comida para os predadores naturais (aves, mamíferos...), como se estes animais não merecessem viver.
Esta imagem mostra que são saqueados até os ovos enterrados profundamente,
que estavam bem seguros contra a ação dos predadores naturais.
Teoricamente, tudo é perfeito. Entretanto, na dura realidade da ganância humana, com o irresistível preço de 30 dólares o quilo de ovos de tartaruga, começaram a ser detectados problemas graves de gestão sobre a atividade. O projeto apresentou um terrível efeito colateral ao estimular a coleta ilegal que estaria ocorrendo mais fortemente em outras praias porque o governo costarriquenho não consegue controlar a atividade em todas as áreas protegidas.
O fenômeno da desova de tartarugas proporciona um espetáculo para os visitantes estrangeiros e a atividade turística na região é praticada de forma intensa, com a exploração imobiliária que reduz mais ainda o espaço para a desova das tartarugas. E, claro, como um atrativo principal para os turistas estrangeiros os roteiros turísticos oferecem cardápios com uma incrível variedade de pratos a base de ovos de tartaruga.
Em seu caderno de ciências do dia 14/11/2009, o jornal The New York Times publicou uma matéria que cita o problema da coleta de ovos de tartaruga na Costa Rica, informando que é comum e coloca em risco de extinção algumas espécies."
A falta ainda de uma concientização ambiental e notícias como essa chocante acima ,vergonhosamente me pergunto até que ponto chegaria o homem por ganância e parasitismo?
O que se vê são uns tipos da raça humana cuja inutilidade vale como lixo para o planeta, mostraram ser as piores pragas ambientais.(Agente Eco)
"Saque dos ovos de tartarugas para venda aos restaurantes na Praia de Ostional,
do oceano Pacífico, localizada a 350 de San Jose, capital da Costa Rica
Nos últimos meses tenho recebido centenas de e-mails com as imagens chocantes do saque de ovos de tartarugas pelas pessoas nas praias da Costa Rica. Fiquei desconfiado porque estava cheirando boato de internet. Algumas mensagens que estavam chegando informavam que o local era o Rio Solimões, no Brasil!
Obviamente não poderia ser um banco de areia do rio Solimões, considerando que as imagens mostram claramente o mar, sacos de fertilizante utilizados para transportar os ovos escritos em espanhol e também as características físicas das pessoas. Então, como informavam a maior parte das mensagens, o local mais plausível para as cenas do massacre poderia realmente ser uma praia da Costa Rica
Os gestores do projeto garantem que em cada temporada são saqueados “apenas” 3 milhões de ovos e que este número é 10% do total que as tartarugas depositam
Estariam as praias das Costa Rica tornando-se mortais para as tartarugas? Eu fui atrás de fontes confiáveis e verifiquei que, infelizmente, estão. É o que parece. As imagens não mentem, não foram manipuladas e mostram uma triste realidade nas praias da Costa Rica: o saque de ovos de tartarugas para o consumo e venda para restaurantes que faturam alto com a iguaria servida para os turistas estrangeiros. Tal prática é, obviamente, motivo de muita preocupação porque ameaçam de extinção algumas espécies de tartarugas.
Estes ovos saqueados dos ninhos das tartarugas são embalados, recebem um selo de "coletados legalmente" e vendidos para bares, restaurantes e padarias em toda a Costa Rica.
Há 20 anos o pesquisador Douglas Clark Robinson, da Faculdade de Biologia da Universidade da Costa Rica, colocou em prática um projeto de geração de renda pioneiro envolvendo as famílias da comunidade de Ostional, em Guanacaste, com uma atividade duvidosa de coleta "sustentável” de ovos para consumo próprio ou comercialização para os restaurantes.
Ovos de tartaruga saqueados da natureza na cozinha de um restaurante da Costa Rica
Lembrando que o local é uma unidade de conservação da natureza, Refúgio Nacional da Vida Selvagem de Ostional, e são os ovos da tartaruga oliva (Lepidochels olivacea), espécie que ESTÁ AMEAÇADA DE EXTINÇÃO. A tartaruga oliva desova nas praias brasileiras também, no Nordeste.
Durante as primeiras 35 horas após o início da desova, os habitantes locais passaram a receber autorização para promover a retirada maciça de ovos que, segundo os defensores deste projeto macabro de manejo sustentável, seriam destruídos pelas levas seguintes de tartarugas que congestionam o reduzido espaço ainda disponível na praia para a desova. A verdade é que para a mamãe natureza não faz nenhuma diferença se uma agressão é autorizada ou não.
Dizem que o monitoramento é feito pela Universidade da Costa Rica, Instituto da Pesca e Ministério do Ambiente, que até hoje gerenciam o projeto. E, assim, como tem muita gente que acredita em papai Noel, alguns defendem com unhas e dentes que este projeto funciona e ajuda a salvar as tartarugas. Na verdade, o salários de muita gente provém destes projetos de manejo sustentável. A cadeia alimentar dos predadores de ovos de tartaruga é bem mais complexa do que se imagina.
Para minha surpresa, a nota de “esclarecimento” do Projeto TAMAR/ICMBio publicada no site OECO defende com vigor este saque de ovos de tartaruga pelas pessoas com o argumento de que seriam desperdiçados ao servirem de comida para os predadores naturais (aves, mamíferos...), como se estes animais não merecessem viver.
Esta imagem mostra que são saqueados até os ovos enterrados profundamente,
que estavam bem seguros contra a ação dos predadores naturais.
Teoricamente, tudo é perfeito. Entretanto, na dura realidade da ganância humana, com o irresistível preço de 30 dólares o quilo de ovos de tartaruga, começaram a ser detectados problemas graves de gestão sobre a atividade. O projeto apresentou um terrível efeito colateral ao estimular a coleta ilegal que estaria ocorrendo mais fortemente em outras praias porque o governo costarriquenho não consegue controlar a atividade em todas as áreas protegidas.
O fenômeno da desova de tartarugas proporciona um espetáculo para os visitantes estrangeiros e a atividade turística na região é praticada de forma intensa, com a exploração imobiliária que reduz mais ainda o espaço para a desova das tartarugas. E, claro, como um atrativo principal para os turistas estrangeiros os roteiros turísticos oferecem cardápios com uma incrível variedade de pratos a base de ovos de tartaruga.
Em seu caderno de ciências do dia 14/11/2009, o jornal The New York Times publicou uma matéria que cita o problema da coleta de ovos de tartaruga na Costa Rica, informando que é comum e coloca em risco de extinção algumas espécies."
A falta ainda de uma concientização ambiental e notícias como essa chocante acima ,vergonhosamente me pergunto até que ponto chegaria o homem por ganância e parasitismo?
O que se vê são uns tipos da raça humana cuja inutilidade vale como lixo para o planeta, mostraram ser as piores pragas ambientais.(Agente Eco)
quarta-feira, 21 de abril de 2010
Planeta lixo?
Atualmente, vivemos num mundo onde a natureza é profundamente agredida. Toneladas se matéria-prima, geradas dos mais diferentes lugares do planeta, são industrializadas e consumidas criando rejeitos e resíduos, que são chamados de lixo. Assim, lixo é todo material descartado, proveniente das atividades humanas. É importante lembrar que o lixo gerado pelo homem é apenas uma pequena parte da montanha acumulada todos os dias, composta pelos resíduos de outros setores.
Entre as doenças relacionadas ao lixo doméstico, destacamos:
cisticercose, cólera, disenteria, febre tifoide, filariose, giardíase, leishmaniose, leptospirose, peste bubônica, salmonelose, toxoplasmose, tracoma, triquinose e mais outras nove.
O tratamento adequado do lixo visa á busca de alternativas as modelço atual de desenvolvimento sócio-econômico e ambiental. A comunidade pode e deve praticar através de conferências, debates, oficinas práticas de reaproveitamento, exposições e feiras de produtos reciclados, tendo como ponto de partida as questões relacionadas aos resíduos sólidos urbanos e a inclusão social. Essas atividades são parte do direito de cidadania inerente às pessoas que vivem em uma comunidade.
Para o correto aproveitamento dos meios naturais disponíveis, a sociedade deve ter noções de uso sustentável na exploração dos recursos naturais disponíveis. Muito do que jogamos fora e consideramos lixo pode ser aproveitado por outras pessoas, economizando dinheiro, energia e recursos naurais.
Os materiais que ainda podem ser usados para outros fins, mesmo depois de serem descartados, são chamados de materiais reaproveitáveis. Aqueles materiais que deveriam ser descartados, mas após sofrerem transformações podem novamente ser usados pelo homem, são chamados de materiais recicláveis.
Não há como não produzir lixo, mas podemos diminuir essa produção reduzindo o desperdício, reutilizando sempre que possível e separando os materiais recicláveis para a coleta seletiva.
Dessa forma, a sociedade fará um aproveitamento racional dos recursos, permitindo a sustentabilidade da exploração ambiental, a inclusão social de parcela de sua população, agindo com responsabilidade social e cidadania, e promoverá uma redução na produção de lixo.
Um aterro sanitário é uma forma para a deposição final de resíduos sólidos gerados pela atividade humana. Nele são dispostos resíduos domésticos, comerciais, de serviços de saúde, da indústria de construção, ou dejetos sólidos retirados do esgoto.
A regra dos 3 "R"
1. Reduzir: Sempre que possível devemos diminuir a nossa produção de resíduos, pois quanto menos produzirmos, menores serão os problemas para acondicionar, coletar, transportar e dar destino final.
2. Reutilizar: Frequentemente podemos reutilizar materiais que no passado seriam simplesmente descartados.
3. Reciclar: Significa transformar residuos em novos produtos. O resíduo é tratado como matéria prima, evitando sua extracção.
Conclusão :
O lixo reciclável deixou de ser algo que nos atrapalhe para ser algo que podemos usar para obter e proteger o planeta. Em todas as partes do Brasil estão nascendo iniciativas, cooperativas, pequenas empresas que começam a se personalizar.
O Brasil já é lider em reciclagem de papelão e latas de aluminio. Podemos dar essa e mais outras lições ao mundo e principalmente aos EUA, mas ainda temos potencial para fazer muito mais.
Para diminuirmos a quantidade de lixo não basta apenas produzirmos menos dejetos, mas, principalmente, devemos aprender a consumir. As pessoas devem ser conscientizadas da importância do trabalho de cada um. A educação aparece como ferramenta nesse processo.
A produção de lixo é inerente à humanidade e inevitável. Mas, a reciclagem e o uso racional dos processos de produção e aproveitamento de recursos poderão fazer a diferença nesse sentido.
Quatro problemas e quatro soluções para o meio ambiente urbano
Em especial para o mês do meio ambiente relacionamos algumas ações que que todos podem incluir em seus hábitos diarios para contribuir com a melhoria do meio ambiente urbano.
Problema: lixo
Solução: coleta seletiva
O incentivo a reciclagem não é apenas uma questão ambiental, mas também uma forma de inclusão social. A reciclagem de resíduos sólidos pode ser fonte de emprego e renda para muitas famílias, mas isso só é possível com a conscientização da população.
A produção per capita de lixo no Brasil varia de 0,3 a 1,1 quilos por dia. Quanto maior o poder aquisitivo da população, maior é a quantidade de lixo produzida.
Segundo o IBGE, a população brasileira gera 230 mil toneladas de lixo diariamente. Quantidade suficiente para encher o estádio do Maracanã inteiro.
O município de São Paulo é o maior gerador de resíduos domésticos do Estado. Seus 10 milhões de habitantes produzem mensalmente 15 mil toneladas de lixo.
A Região do ABC também não fica para trás, são 1.700 toneladas de lixo que vão para os aterros e
lixões todos os meses.
Entretanto, ao contrário do que imaginamos a quantidade de lixo não significa o descaso com o meio
ambiente. O que deve ser levado em consideração é a forma como esse lixo é tratado, se passa por alguma triagem, se é reutilizado ou reciclado antes de ser descartado.
Uma simples atitude que pode contribuir para a diminuição de pragas, manutenção da vida útil dos aterros
e serve de fonte de renda para diversas famílias é a separação dos resíduos reaproveitáveis.
A responsabilidade pelo lixo que você está gerando vai desde o momento da compra, quando se opta por um produto com menos embalagens, até a hora do seu descarte de forma adequada. Mesmo dentro de casa, é importante separar o lixo em recicláveis (lixo seco) e orgânico (lixo úmido).
Problema: emissão de poluentes
Solução: transportes alternativos
O setor de transportes não é sustentavel e está gerando enormes desafios à população como congestionamentos,
emissões de gases poluentes, além de problemas de saúde.
Um levantamento feito pela Associação Nacional dos Fabricantes de Veículos Automotores (Anfavea) no País são mais de 2,21 milhões de veículos circulando. Somente este ano, já foram licenciados mais de 540 mil veículos, quase um carro para cada morador de Santo André.
Este problema merece atenção, não só pelos efeitos do aquecimento global, mas pelos problemas de causados pelo excesso de veículos nas ruas.
As conseqüências desta forma de vida já podem ser sentidas em nossa saúde, além do estresse no transito, a péssima qualidade do ar provoca doenças que matam mais que a AIDS, segundo o levantamento da Organização Mundial da Saúde.
O Instituto Akatu de consumo consciente tem um programa chamdo “Direção Verde” que visa
conscientizar os motoristas sobre o impacto ambiental que causam e como reduzir suas emissões em até 25% simplesmente utilizando o veículo de forma mais eficaz.
Ações como prever congestionamentos, utilizar a potência do carro de maneira inteligente e ajustar a
pressão dos pneus, contribuem para a redução do consumo de combustível e, por conseqüência, na quantidade de emissão de gases poluentes.
Outra forma de mobilidade muito atual é a mobilidade virtual. As tecnologias de telecomunicações e de
internet oferecem opções excelentes para o uso privado ou profissional que tornam o próprio ato da locomoção física desnecessário: conferências virtuais, pagamentos de conta via internet e o trabalho em casa são bons exemplos disso.
Problema: poluição e escassez de água
Solução: separação, descarte correto de óleo
As discussões do século prometem girar em torno dos recursos naturais. Esses recursos podem ser responsáveis
pelas “novas guerras”. Segundo a ONU, cerca de 1,1 bilhão de pessoas não tem acesso à água potável no mundo e mais de 5.700 morrem por dia por doenças transmitidas pela água contaminada.
A ONU indica que, até 2050, mais de 45% da população mundial não vai ter acesso à água potável. Nesse cenário caótico, o Brasil se destaca, já que tem a maior reserva hídrica do mundo: 13,7% da água doce
do planeta; enquanto 20% da população mais rica do mundo consome 86% dos recursos naturais, 20% da população
mais pobre consume apenas 1,3% dos recursos.
Por isso, economizar e preservar a água é mais do que o aspecto ambiental é questão de sobrevivência. O óleo de cozinha despejado nos ralos e pias danifica as redes de esgoto, atrai pragas urbanas, causa a impermeabilização do solo e contribui para a poluição dos rios.
O óleo, por ser mais leve que a água, cria uma barreira na superfície da água que dificulta a entrada de luz, não permite que as algas produzam a fotossíntese e compromete a oxigenação da água, matando toda
forma de vida que nela existe.
Mesmo sendo tão nocivo à natureza, não existe uma alternativa para o descarte desse material. Na região do Grande ABC, cerca de 500 toneladas de óleo são despejadas mensalmente nos ralos das pias, vasos
sanitários ou diretamente na rede de esgoto.
Além do sabão, existem diversas outras aplicações para o óleo de cozinha usado, as mais comuns são para
detergente, massa de vidraceiro, resinas, colas, tintas e combustível, como o biodiesel.(fonte:Lixo no Mundo-UOL Blog)
Brasil não tem destino adequado para 67 mil toneladas de lixo todos os dias (Fonte: EcoD)
Todos os dias 67 mil toneladas diárias de lixo são despejados de maneira irregulare no Brasil. O diretor executivo da Associação Brasileira de Empresas de Limpeza Pública e Resíduos Especiais (Abrelpe), Carlos Silva Filho disse que o problema ainda é agravado pelas 20 mil toneladas diárias de resíduos domiciliares que não são sequer coletadas.
O lixo é um dos principais, senão o principal, causadores de inundações e doenças nos centros urbanos, como se viu nas enchentes ocorridas no Rio de Janeiro recentemente. “E não sendo coletadas, elas são também dispostas inadequadamente e acabam jogadas em terrenos baldios, rios e córregos d’água”, disse Silva Filho.
Para a Abrelpe, deve haver um planejamento municipal que tenha uma gestão integrada de resíduos sólidos, redução da geração de lixo, coleta seletiva e reciclagem. “E, principalmente, cuidando da destinação desses resíduos”, reforçou o diretor.
Com base em dados da Abrelpe de 2008, o mercado de limpeza urbana no Brasil movimentou naquele ano R$ 16,5 bilhões. “São gastos no Brasil pouco mais de R$ 8,00 por habitante por mês para dar conta de todo o serviço de limpeza urbana, que inclui coleta de lixo diária, transporte, destino final, varrição, limpeza de ruas, capina, limpeza de córregos. Com isso, nós continuamos com o déficit de 67 mil toneladas/dia de lixo com destinação inadequada”.
Segundo Silva Filho, para melhorar a destinação dos resíduos urbanos é necessário um investimento maior. A Abrelpe defende que o modelo adequado para fazer essa transição seriam as parcerias público-privadas (PPP). Nesse modelo, o investimento inicial é feito pelo setor privado, desonerando os cofres públicos. “E o Poder Público faria um financiamento desse investimento de longo prazo, de forma que não haja um grande impacto nos cofres públicos de uma vez só”.
Silva disse ainda que o Brasil não desenvolve ações concretas para avançar no tratamento do lixo, e que ocorrem ações isoladas apenas em São Paulo e Minas Gerais.
sábado, 20 de março de 2010
Sérgio Cabral reduz proteção de APPs urbanas via decreto, batendo de frente com a legislação federal.
ABSURDO:O governo do Rio de Janeiro reduziu via decreto a proteção de margens de rios, córregos e nascentes em áreas urbanizadas municipais de todo o estado. O texto publicado no último dia 17 e assinado pelo governador Sérgio Cabral tenta regulamentar um artigo do Código Florestal federal com base na degradação e uso das áreas de preservação permanente. Advogados da área ambiental foram taxativos em afirmar que a medida é inconstitucional, pois rebaixa a proteção desses ambientes estipulada na lei federal. O impasse sobre a ocupação de solos e APPs em espaços urbanos se arrasta por anos a fio, envolvendo Congresso, ministérios e um emaranhado jurídico com Código Florestal, resolução do Conselho Nacional do meio Ambiente 369/2006 e Lei do Parcelamento do Solo Urbano.
Fonte: O Eco
Fonte: O Eco
Fertilização de oceanos com ferro pelo clima prejudica ecossistema, alerta estudo Publicidade
(HENRY FOUNTAIN do New York Times)
A fertilização dos oceanos com ferro foi proposta como uma forma de enfrentar as mudanças climáticas.
A ideia é de que o ferro promove o crescimento do fitoplâncton, que remove o dióxido de carbono da atmosfera através da fotossíntese. Quando o fitoplâncton morre e afunda, o carbono é isolado no fundo do oceano.
O entusiasmo com a ideia vem diminuindo, em parte devido à preocupação com a manipulação em larga escala dos ecossistemas marítimos.
Um estudo recente, publicado na revista científica "The Proceedings of the National Academy of Sciences" aponta para um risco específico: com a promoção do crescimento de certos organismos, o enriquecimento do ferro pode resultar na produção de uma neurotoxina, o que traria prejuízos ao meio ambiente.
Charles G. Trick e sua equipe, da Universidade Western Ontario, estudaram várias espécies de diatomáceas (organismos unicelulares) do gênero Pseudo-nitzschia.
Tóxico
Estes organismos produzem ácido domoico --aminoácido raro--, utilizado para ajudar no crescimento. Porém, este ácido é tóxico para muitos organismos, inclusive mamíferos aquáticos e seres humanos.
As grandes florescências de Pseudo-nitzschia nas águas costeiras causaram o envenenamento de leões marinhos que se alimentam de moluscos contaminados.
Alguns estudos haviam sugerido que, no meio do oceano, as diatomáceas não produzem a toxina. Mas Trick disse que o trabalho de sua equipe prova que essas pesquisas anteriores estavam incorretas.
As Pseudo-nitzschia colhidas no meio do oceano e sujeitas às experiências a bordo do barco de pesquisas produziram uma grande quantidade de ácido domoico. "Descobrimos que há muita toxina lá", disse ele. "Caso semeássemos com ferro, a quantidade de toxina aumentaria."
Os pesquisadores encontraram provas de que o aumento da produção de ácido domoico permitiu que as Pseudo-nitzschia invadissem outros fitoplânctons. "É mais tóxico do que antes e está presente em maior quantidade", afirmou Trick.
segunda-feira, 25 de janeiro de 2010
Descobertas novas contaminações por urânio em Caetité, na Bahia
A Secretaria da Saúde da Bahia e o Inga (Instituto de Gestão das Águas e Clima) notificaram na última quinta-feira (21) a Prefeitura de Caetité e a INB (Indústrias Nucleares do Brasil) para suspenderem imediatamente o consumo de água em três pontos onde foi detectada a presença de radioatividade acima do permitido pelo Ministério da Saúde. Dos três locais contaminados, um é utilizado para abastecimento de moradores: um poço no povoado de Barreiro abastece cerca de 15 famílias desde 2007.
A prefeitura está obrigada a garantir o abastecimento alternativo de água para as famílias. A suspensão foi determinada pelo diretor geral do Inga, Julio Rocha, logo após o recebimento dos resultados da última análise de coleta de amostra de água realizada pelo órgão na região de Caetité, que fica no sudoeste da Bahia, no início de dezembro do ano passado.
A descoberta de radioatividade acima dos níveis considerados seguros para humanos em poços na área rural do município, onde está instalada uma mina de urânio operada pela estatal Indústrias Nucleares do Brasil (INB), aconteceu foi confirmada em fins de 2008, graças a um trabalho de análise levado à cabo pelo Greenpeace. Na ocasião, técnicos da ONG encontraram água contaminada em dois poços. O Greenpeace levou os resultados para o Ministério Público Federal, que abriu um inquérito, e para o Instituto de Águas da Bahia (Ingá), que decidiu ampliar o raio de análise da radiotividade encontrada na água da região.
A INB insiste que não tem nada a ver com o problema e que a contaminação na região, por conta da presença do urânio, é natural. Mas a última análise do Ingá, que examinou água em dois ponto dentro da área ocupada pela INB mostra que ambos estão contaminando um aquífero da região. A estatal posa de Pilatos, preferindo lavar as mãos, como se uma eventual origem natural da contaminação a absolvesse de qualquer reponsabilidade em relação à população.
O Greenpeace deslocou essa manhã uma equipe para Caitité para acompanhar a finalização dos trabalhos de análise do Ingá e prestar apoio à população rural local. Nossa presença na região coincide com a visita de técnicos da Agência Internacional de Energia Atômica (AEIA), sediada em Viena, à mina de urânio de Caitité. Num dos pontos analisados pelo Ingá, dentro da área da mina, os níveis de radiação encontrados são 40 vezes superiores aos considerados seguros para seres humanos.
A prefeitura está obrigada a garantir o abastecimento alternativo de água para as famílias. A suspensão foi determinada pelo diretor geral do Inga, Julio Rocha, logo após o recebimento dos resultados da última análise de coleta de amostra de água realizada pelo órgão na região de Caetité, que fica no sudoeste da Bahia, no início de dezembro do ano passado.
A descoberta de radioatividade acima dos níveis considerados seguros para humanos em poços na área rural do município, onde está instalada uma mina de urânio operada pela estatal Indústrias Nucleares do Brasil (INB), aconteceu foi confirmada em fins de 2008, graças a um trabalho de análise levado à cabo pelo Greenpeace. Na ocasião, técnicos da ONG encontraram água contaminada em dois poços. O Greenpeace levou os resultados para o Ministério Público Federal, que abriu um inquérito, e para o Instituto de Águas da Bahia (Ingá), que decidiu ampliar o raio de análise da radiotividade encontrada na água da região.
A INB insiste que não tem nada a ver com o problema e que a contaminação na região, por conta da presença do urânio, é natural. Mas a última análise do Ingá, que examinou água em dois ponto dentro da área ocupada pela INB mostra que ambos estão contaminando um aquífero da região. A estatal posa de Pilatos, preferindo lavar as mãos, como se uma eventual origem natural da contaminação a absolvesse de qualquer reponsabilidade em relação à população.
O Greenpeace deslocou essa manhã uma equipe para Caitité para acompanhar a finalização dos trabalhos de análise do Ingá e prestar apoio à população rural local. Nossa presença na região coincide com a visita de técnicos da Agência Internacional de Energia Atômica (AEIA), sediada em Viena, à mina de urânio de Caitité. Num dos pontos analisados pelo Ingá, dentro da área da mina, os níveis de radiação encontrados são 40 vezes superiores aos considerados seguros para seres humanos.
terça-feira, 10 de novembro de 2009
País ameaçado de inundação por causa do aquecimento critica países ricos
O presidente das Maldivas, país localizado no Oceano Índico e que teme ser inundado por causa do contínuo aumento do nível do mar, criticou os países ricos por fazerem pouco para frear as mudanças climáticas.
Mohamed Nasheed afirmou que o dinheiro que está sendo oferecido os países mais vulneráveis é como "chegar a um local em que houve um terremoto com uma pá de lixo e uma vassourinha".
As declarações críticas foram feitas durante uma reunião de dois dias entre os países que correm mais riscos por causa do aquecimento global, realizada na Ilha de Bandos, nas Maldivas.
As críticas abertas aos países membros do G8 vieram do líder de um país com localização tão baixa que um aumento no nível do mar ameaça submergir a maior parte de seu território até 2100.
As Maldivas estão apenas 2.1 metros acima do nível do mar. O governo do país afirma que as ilhas poderão enfrentar um desastre caso o nível do mar aumente.
O presidente Nasheed afirmou que os países ricos prometeram evitar que a temperatura mundial aumente em 2ºC, mas não se comprometeram com os objetivos firmados para alcançar este índice.
Derretimento
Mesmo com o aumento de apenas 2ºC na temperatura, o presidente Nasheed afirma que "perderíamos os recifes de coral... a Groenlândia derreteria, e... meu país estaria no corredor da morte".
"Não posso aceitar isso", acrescentou.
Mohamed Nasheed afirmou no início do ano que seu país vai neutralizar as emissões de carbono dentro de dez anos com o uso de fontes de energia completamente renováveis como a solar e a eólica . As Maldivas querem que os países que participam dessa reunião sigam seu exemplo.
A reunião nas Maldivas contou com a participação de cerca de dez países vulneráveis às mudanças climáticas de várias maneiras - países africanos ameaçados pela desertificação, países montanhosos cujas geleiras estão derretendo, grandes países asiáticos afetados por enchentes e tufões e outras pequenas ilhas com ameaças semelhantes às que as Maldivas enfrentam.
O presidente afirmou ainda que este bloco de países em desenvolvimento poderá mudar o resultado da próxima Conferência das Nações Unidas sobre Mudanças Climáticas (COP-15) em Copenhague, na Dinamarca, tornando "moralmente difícil" aos países ricos que não tomem providências.
Fonte: http://g1.globo.com
Mohamed Nasheed afirmou que o dinheiro que está sendo oferecido os países mais vulneráveis é como "chegar a um local em que houve um terremoto com uma pá de lixo e uma vassourinha".
As declarações críticas foram feitas durante uma reunião de dois dias entre os países que correm mais riscos por causa do aquecimento global, realizada na Ilha de Bandos, nas Maldivas.
As críticas abertas aos países membros do G8 vieram do líder de um país com localização tão baixa que um aumento no nível do mar ameaça submergir a maior parte de seu território até 2100.
As Maldivas estão apenas 2.1 metros acima do nível do mar. O governo do país afirma que as ilhas poderão enfrentar um desastre caso o nível do mar aumente.
O presidente Nasheed afirmou que os países ricos prometeram evitar que a temperatura mundial aumente em 2ºC, mas não se comprometeram com os objetivos firmados para alcançar este índice.
Derretimento
Mesmo com o aumento de apenas 2ºC na temperatura, o presidente Nasheed afirma que "perderíamos os recifes de coral... a Groenlândia derreteria, e... meu país estaria no corredor da morte".
"Não posso aceitar isso", acrescentou.
Mohamed Nasheed afirmou no início do ano que seu país vai neutralizar as emissões de carbono dentro de dez anos com o uso de fontes de energia completamente renováveis como a solar e a eólica . As Maldivas querem que os países que participam dessa reunião sigam seu exemplo.
A reunião nas Maldivas contou com a participação de cerca de dez países vulneráveis às mudanças climáticas de várias maneiras - países africanos ameaçados pela desertificação, países montanhosos cujas geleiras estão derretendo, grandes países asiáticos afetados por enchentes e tufões e outras pequenas ilhas com ameaças semelhantes às que as Maldivas enfrentam.
O presidente afirmou ainda que este bloco de países em desenvolvimento poderá mudar o resultado da próxima Conferência das Nações Unidas sobre Mudanças Climáticas (COP-15) em Copenhague, na Dinamarca, tornando "moralmente difícil" aos países ricos que não tomem providências.
Fonte: http://g1.globo.com
sexta-feira, 2 de outubro de 2009
No Sul, 84 municípios continuam em situação de emergência
Moradores da Região Sul ainda sofrem com os estragos causados pela chuva. Mesmo com o tempo ruim que deverá permanecer até este final de semana, algumas famílias estão voltando para casa e dando início ao processo de limpeza e de reconstrução.
A pior situação ainda é de Santa Catarina. No estado, 50 cidades decretaram situação de emergência desde o fim de semana passada, de acordo com a Defesa Civil. Cem mil pessoas foram atingidas.
Estão sendo distribuídas cestas básicas para as famílias afetadas, além de telhas, lonas, colchões, cobertores e kits de higiene. Voltou a chover no estado e o órgão está em alerta para novas ocorrências de enchente.
O Rio Caí, no Rio Grande do Sul, está acima do nível de alerta e preocupa as autoridades. A recomendação da Defesa Civil é que, por conta da chuva fraca que atinge o estado nesta quinta-feira (1º), os desabrigados aguardem mais alguns dias para voltar para casa. Em todo o mês de setembro, mais de 195 mil pessoas foram afetadas pelas chuvas no estado e 24 cidades continuam em situação de emergência, de acordo com o órgão.
No Paraná, 10 cidades estão em situação de emergência em decorrência das chuvas dos dias 27 e 28 de setembro. A Defesa Civil do estado informa que informa que 3.385 pessoas foram afetadas com o granizo e com o vento que destelhou casas. Destas, 20 continuam em abrigos das prefeituras. Telhas e lonas estão sendo enviadas para os municípios atingidos para que as casas sejam reconstruídas. (Fonte: G1)
A pior situação ainda é de Santa Catarina. No estado, 50 cidades decretaram situação de emergência desde o fim de semana passada, de acordo com a Defesa Civil. Cem mil pessoas foram atingidas.
Estão sendo distribuídas cestas básicas para as famílias afetadas, além de telhas, lonas, colchões, cobertores e kits de higiene. Voltou a chover no estado e o órgão está em alerta para novas ocorrências de enchente.
O Rio Caí, no Rio Grande do Sul, está acima do nível de alerta e preocupa as autoridades. A recomendação da Defesa Civil é que, por conta da chuva fraca que atinge o estado nesta quinta-feira (1º), os desabrigados aguardem mais alguns dias para voltar para casa. Em todo o mês de setembro, mais de 195 mil pessoas foram afetadas pelas chuvas no estado e 24 cidades continuam em situação de emergência, de acordo com o órgão.
No Paraná, 10 cidades estão em situação de emergência em decorrência das chuvas dos dias 27 e 28 de setembro. A Defesa Civil do estado informa que informa que 3.385 pessoas foram afetadas com o granizo e com o vento que destelhou casas. Destas, 20 continuam em abrigos das prefeituras. Telhas e lonas estão sendo enviadas para os municípios atingidos para que as casas sejam reconstruídas. (Fonte: G1)
segunda-feira, 24 de agosto de 2009
Regra sobre cavernas começou a valer no Brasil
(Cavernas do Petar / Vale do Ribeira : O Brasil pode perder 70% das cavernas)foto: tvecologica.wordpress.com
Alvo de disputa entre empreendedores de hidrelétricas, mineradores, espeleólogos e ambientalistas, a proteção de cavernas no país tem novas regras a desde sábado (22).
As normas para classificação das cavernas, que vão orientar o processo de licenciamento ambiental, detalham um polêmico decreto editado no ano passado pelo presidente Luiz Inácio Lula da Silva. Esse decreto supostamente ameaça 70% das cavernas do país e já é contestado por ação no STF (Supremo Tribunal Federal).
A instrução normativa publicada hoje no Diário Oficial define os atributos a serem levados em conta para a classificação das cavidades naturais em categorias de maior ou menor relevância. Somente aquelas consideradas de "máxima relevância" -algo entre 20% e 30% do total- têm sobrevida assegurada pelo decreto.
A eventual exploração ou destruição de uma caverna de alta relevância implicará a proteção de outras duas da mesma categoria, enquanto as demais não contam com nenhuma garantia. São previstas apenas compensações.
"Há uma tendência forte para que as cavernas sejam caracterizadas com um grau maior de relevância", observou o presidente do Instituto Chico Mendes, Rômulo Mello. O texto publicado hoje já prevê a revisão das regras num prazo máximo de dois anos, destacou Mello. "Ainda não é o melhor dos mundos", disse.
"O texto minimiza o impacto, atenua um pouco a impressão de que seria fácil destruir cavernas, mas há um campo nebuloso sobre o que vai acontecer", avalia Luiz Afonso Vaz de Figueiredo, presidente da Sociedade Brasileira de Espeleologia. Ele insistiu em que a entidade aguarda decisão do Supremo Tribunal Federal ao pedido para suspender o decreto editado por Lula nove meses atrás.
A ação foi apresentada cinco meses atrás pelo então procurador-geral da República, Antonio Fernando Souza.
A legislação anterior, que protegia todas as cavernas, paralisou o licenciamento ambiental de obras do PAC (Programa de Aceleração do Crescimento), como a hidrelétrica de Tijuco Alto, no Vale do Ribeira, em São Paulo. Com potência estimada em 144 MW, a usina deverá inundar parte de região onde foram localizadas mais de duas centenas de cavernas.
A Vale também tem interesse na revisão das normas, para poder explorar ferro em cavidades naturais no Pará.
Desconhecido
A instrução publicada hoje prevê a criação de um cadastro nacional das cavernas. O cadastro vai começar com 7.100 cavernas já prospectadas no Brasil. Esse número representa menos de 10% do número de cavernas ainda desconhecidas no país, estima o Instituto Chico Mendes. "É enorme a desinformação sobre onde estão, como são e como estão as cavernas brasileiras", diz Mello.
Associado ao esforço para ampliar o conhecimento, o governo lançará no mês que vem um programa de proteção a cavernas, com previsão inicial de gastos de R$ 12 milhões.
Fonte: Folha Online .
Um lugar com pouca ou nenhuma luz. As cavernas são formações geológicas muito antigas, pouco conhecidas e capazes de registrar as fases vividas pela terra. “Ela guarda registros paleoambientais, ou seja, como era o clima na terra há centenas ou milhares de anos atrás. Podem guardar também um registro da evolução da vida, já que ela podem guardar vestígios da evolução humana, elas são um ambiente propício para registrar vestígios arqueológicos” – entrevista com Marcelo Rasteiro- Secretário Executivo da Sociedade Brasileira de Espeleologia – “em 1990 houve um decreto presidencial que considerava todas as cavidades deveriam ser preservadas integralmente.(...)
Marcelo Rasteiro, diz que o interesse em áreas de caverna é de alguns poucos e grandes setores,como de mineração e empresas particulares que querem construir hidrelétricas.A Sociedade Brasileira de Espeleologia tenta anular o novo projeto sobre cavernas. Já recorreu à Câmara Federal e ao Ministério Público. No site da entidade há um manifesto que pode ser assinado por qualquer cidadão: www.sbe.com.br .
O Instituto Chico Mendes é o orgão federal responsável pela conservação, fiscalização e controle do uso das cavernas brasileiras. O presidente da entidade Rômulo Mello acha que o novo decreto é um avanço porque cria níveis de relevância, que vão ajudar a preservar melhor as cavernas além de gerar novos recursos de compensação ambiental.
Manifesto contra decreto-lei que permite a exploração de cavernas: site da Sociedade Brasileira de Espeleologia (www.sbe.com.br) Já são mais de 3500 assinatura!
Fonte: Tv Cultura Repórte Eco
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