Mostrando postagens com marcador Meio Ambiente Cabo Frio. Mostrar todas as postagens
Mostrando postagens com marcador Meio Ambiente Cabo Frio. Mostrar todas as postagens

terça-feira, 18 de setembro de 2012

E o meio ambiente?

Epoca de eleicoes e muito se escuta sobre projetos em nivel social e educacional, confesso, que uns ateh muito bons, embora precisem se empenhar também nos ambientais. Eh impressionante, como se utilizam desses temas cliches, como trunfo de campanha... no entanto, eu nao acredito mais. Jah cheguei naquele estagio Sao Tome : Ver pra crer. E digo, tah dificil...rss
Na minha cidade, horario de propaganda eleitoral eh comedia grega, embora o meu candidato, que nao to aqui para dizer nomes, nao eh santo ( ninguem eh), mas eu acredito pelo que ele jah fez por ela. Em termos de meio-ambiente, ele tambem tem um bom projeto na orla, principalmente quando se fala de ciclovia que tah mal planejada pacas, ateh hoje me pergunto se quem fez aquilo aqui pedala...rs 
Mesmo assim, eu esperava que se falasse mais sobre o que se planeja para o meio e investimentos na area, por exemplo,  usinas de reciclagem, pois o que adianta o povo reciclar  lixo se nao existe uma coleta especifica? Oo A situação dos lixoes pelo que eu soube também anda caotica e investir mais numa fiscalização ambiental mais atenta. Na lagoa das Palmeiras em Cabo Frio, por exemplo, se ve o cano de esgoto , sem falar na sujeira.
Sobre os candidatos adversarios , num eu nao vi neca de pitibiriba nesse setor ainda. Alem de nao me comover e nem convencer. O outro, o ultimo, vejo ateh uma feh, mas nao tem tietes o suficiente entao, to achando dificil  chegar  na disputa, mas facil atrapalhar a votação. Bem, vamos ver no que vai isso pelo menos porque em termos de meio ambiente, nao to vendo muitas promessas.

quinta-feira, 17 de setembro de 2009

Coordenadoria de Meio ambiente convoca voluntários para o Dia Mundial de Limpeza da Praia que acontece em 19 de setembro

A Coordenadoria de Meio Ambiente de Cabo Frio, em parceria com o Instituto Aqualung, realizará, no dia 19 de setembro, o Dia Mundial de Limpeza da Praia, evento que se propõe a ir às praias da cidade para coletar micro-lixo (bituca de cigarro, tampinha de garrafa, palito de picolé, etc) e, consequentemente, trabalhar a consciência ambiental dos participantes.
Aos voluntários será fornecida camiseta promocional, luvas e sacola plástica biodegradável para a coleta. Como o número de camisetas é pequeno, é preciso confirmar presença o quanto antes, pois no dia 17, próxima quinta-feira, haverá reunião com o grupo organizador para que sejam definidos os locais e distribuição das camisetas.
Os interessados em participar do evento como voluntário devem entrar em contato com o Professor Luiz Teixeira, na Casa do Educador (2646-4230 / 2644-0385) para informar o local onde pretendem participar e o número aproximado de alunos que levarão.
Haverá grupos em várias praias da cidade, como Praia do Forte, Praia do Siqueira, Praia do Segundo Distrito, Peró, Conchas, entre outras.
Os resíduos serão catalogados e contados ao final do evento. O resultado final da coleta será exposto em banner, na Praia do Forte.

Cabo Frio:MEIO AMBIENTE DIVULGA LOCAIS DE COLETA DE PILHAS E BATERIAS

Essa é uma informação útil e necessária,por isso a questão de colocá-la aqui no blog, parece que a prefeitura de Cabo Frio , embora mergulhada em vergonhosos escândalos de corrupção , se preocupa pelo menos com o bem estar da natureza.

Aqui vai:
"A Secretaria de Meio Ambiente de Cabo Frio completou dois anos do projeto que recolhe pilhas e baterias de celular usadas. Ao longo deste período, um total de 4.000Kg foram recolhidos. Dando continuidade ao pro-jeto e objetivando conscientizar a população sobre a importância da cole-ta seletiva deste tipo de lixo tóxico, a Secretaria divulgou os pontos de coleta em todo o município de Cabo Frio.

Nos bairros do Centro e do Braga, os pontos são os seguintes: Se-cretaria de Turismo, Mercado São Mateus, Academia Corpo e Ação, Padaria Conquista, Prefeitura Municipal, DGM, Deplá, ACIA, Atelier de Costura, Carla Celular, Foto Lagos, Íris 9000 Filmes, Guimen Bazar, Eletro Center, VJR Conserto de Câmeras Fotográficas, Claro RD Celular, SMI Informática, Secretaria de Obras, Secretaria de Promoção Social e Associação de Mora-dores do Braga.

Nos bairros do Jardim Caiçara, São Cristóvão e adjacências os lo-cais são: Horto Municipal, Engeluz, Escola Menino Jesus, Shopping dos Componentes Eletrônicos, Escola Edílson Duarte, RGB Eletrônica, Eletrôni-co Planeta, O Rei das Miudezas, Tel Center, Horto Raízes, SOS Cabo Frio Eletrônica, Foto Lagos, Litoral Celular, JB Armarinho dos Lagos, JL Fotos, Universidade Veiga de Almeida, Faculdade Estácio de Sá e Mercado e Padaria Praia do Foguete.

Já nos bairros do Jardim Esperança, Peró e do distrito de Tamoios, os locais são: Peixaria do Magno, Escola Marly Capp, Mega Sat, Casa e Luz, Foto Oliveira, Universo Celulares, Associação de Moradores de Aqua-rius, Relojoaria Adriana, Foto Esperança, RD Celular e Dormitório das Garças.

As coletas são feitas mensalmente, mas podem ser recolhidas antes se as lixeiras estiverem na sua capacidade, como é o caso das grandes lo-jas que vendem celulares. O material recolhido é armazenado pela Secretaria de Meio Ambiente, transportado pela empresa Koleta, especializada em transporte de resíduos perigosos e colocadas em contêineres em Nova Iguaçu.

A Secretaria de Meio Ambiente pede que as associações, escolas e comércios se cadastrem para servirem de ponto de coleta e informa que qualquer quantidade acima de 3Kg é recolhida em qualquer localidade do município, sendo necessário apenas um cadastro prévio através do número: (22) 2645-3131."

Fonte: http://cidadedecabofrio.blogspot.com/2009/07/meio-ambiente-divulga-locais-de-coleta.html

terça-feira, 16 de junho de 2009

Rodriguésia tem o primeiro número de 2009 dedicado a Cabo Frio 15/6/2009

A nova edição da revista está disponível no site do Jardim Botânico, com 13 artigos relacionados à biodiversidade e à ecologia da região.A revista trimestral do Jardim Botânico, que publica artigos e notas científicas em todas as áreas da Biologia Vegetal, bem como em história da botânica e atividades ligadas a jardins botânicos, dedicou o número 1 de seu 60ª volume integralmente ao Centro de Diversidade de Cabo Frio. Até agora foram catalogadas aproximadamente 1300 espécies de plantas e algas marinhas na região de Cabo Frio, onde também estão importantes sítios arqueológicos. Apesar disso, os ecossistemas locais estão ameaçados devido à ocupação desordenada do solo e à falta de controle da exploração turística. Daí a necessidade dos estudos que visam subsidiar as ações de conservação. O conjunto de 13 trabalhos publicados nessa edição da Rodriguésia é fruto dos investimentos do Instituto de Pesquisas Jardim Botânico do Rio de Janeiro no Programa Zona Costeira, concluído em 2008.Os artigos cobrem uma variedade de temas, como mapeamento e uso do solo, mapeamento da vegetação e da paisagem, algas marinhas betônicas, área de proteção ambiental de Massambaba, vegetação vascular litorânea da lagoa de Jacarepiá em Saquarema, utilização de plantas pelos pescadores, coletores e caçadores pré-históricos da restinga de Saquarema, entre outros. A revista pode ser lida integralmente na área Publicações do site do Jardim Botânico: www.jbrj.gov.br

quinta-feira, 7 de maio de 2009

Massambaba terá plano de manejo (notícia de abril/2009)


Uma imensa área de restinga - ornamentada por bromélias, orquídeas e outras plantas raras - finalmente será protegida. Como mostra reportagem do Globo, nesta segunda-feira, nesta segunda-feira, o ministro do Meio Ambiente, Carlos Minc, e a secretária estadual do Ambiente, Marilene Ramos, vão à Região dos Lagos anunciar o decreto que cria o Plano de Manejo da Área de Proteção Ambiental de Massambaba (APA). O plano, que levou cinco anos em discussão no Conselho gestor da APA, protege a área de restinga, entre a Lagoa de Araruama e o mar, nos municípios de Saquarema, Araruama e Arraial do Cabo, onde se encontram praias, dunas, lagoas, manguezais, brejos e morros cobertos de Mata Atlântica.

Reclamado desde 1986, quando foi criada a APA, o plano divide a área de 76.306 quilômetros quadrados, ao longo de 26 quilômetros de praias, em cinco zonas: de preservação da vida silvestre; de conservação da vida silvestre; de ocupação controlada; de influência ecológica; e zona de expansão urbana e florestal. Flexível, o plano proíbe qualquer atividade em áreas intactas, onde é possível preservar a flora e a fauna nativa. Em outras zonas, porém, construções são liberadas de forma controlada e voltada para o ecoturismo. Na restinga, há mais de 300 construções irregulares.

Nos últimos anos, a APA vem sendo agredida com invasões, caça ilegal e furto de plantas ornamentais, como bromélias, orquídeas, cactos e palmeiras.

Fonte: O Globo

07/05/09-Notícia de Janeiro de 2009:Cabo Frio terá dois parques para preservação ambiental

RIO - Após 18 anos da aprovação da Lei Orgânica pela Câmara Municipal de Cabo Frio, o município começa a proteger, de fato, suas áreas de preservação ambiental, por meio da demarcação e da criação de planos de manejo de parques municipais. Dois deles – o da Boca da Barra e o do Morro do Mico – vão concentrar, este ano, as atenções da Coordenadoria do Meio Ambiente da Secretaria Municipal de Desenvolvimento da Cidade e Ambiente.

Embora a Lei Orgânica tivesse fixado, em cinco anos, o prazo para que o Poder Executivo Municipal tomasse as medidas necessárias para proteger as vastas áreas ainda nativas do município, como costões, morros e ilhas, de 1990 até agora não haviam sido efetivadas as disposições relativas à questão ambiental. Cerca de 700 mil metros quadrados de duas unidades de preservação já foram demarcados, cercados e estão para ter aprovados seus planos de manejo: são o Parque Municipal Dormitório das Garças Walter Bessa, no distrito-sede e o Parque Municipal do Mico-Leão Dourado, no distrito de Tamoios.

A Secretaria de Desenvolvimento anunciou a criação do Parque Municipal do Morro do Mico, numa faixa compreendida entre o bairro Jacaré, em direção a Estrada do Guriri e a estrada conhecida como Nelore. Segundo a Coordenadora de Planejamento da Secretaria, Rosane Vargas, a área contém uma área de proteção ambiental (APA) nas partes mais baixas e recebe ocupação ilegal na interface com o bairro Jacaré, onde moradores invadiram a área com plantações de milho e outros cereais.

Segundo ela, a demarcação da área está em pleno andamento e o que for propriedade privada no parque deverá ser indenizado. No caso da APA, para os que já estão no local, há permissão de uso sem possibilidade de expansão. Segundo a Secretaria de Desenvolvimento, por estar próxima ao centro urbano, a área – que conserva exemplares de Mata Atlântica – sofre pressão imobiliária. O local tem uma fauna rica, incluindo micos-leões-dourados.

O outro parque que deverá ser implementado este ano é o da Boca da Barra, pelo qual transitam, navegando pelo Canal Itajuru, os visitantes que chegam à cidade em transatlânticos, ano a ano, desde a virada do milênio. Conforme reza a Lei Orgânica, "nas áreas de preservação permanente não serão permitidas atividades e construções que, de qualquer forma, contribuam para descaracterizar e prejudicar seus atributos e funções essenciais". Há, na área do parque, a APA do Pau Brasil, que faz restrições às atividades na embocadura e nos costões, considerados zona de proteção silvestre. A Ilha do Japonês está contida no parque.

A legislação relativa à APA considera o sopé dos morros como área de conservação, permitindo empreendimentos turístico-hoteleiros dentro do Plano de Ocupação que, no entanto, devem ser avaliados pelo Conselho Gestor da APA para merecer aprovação.

Para a Coordenadora de Planejamento, Rosane Vargas, é preciso haver plano de manejo prevendo o deslocamento de turistas e dando orientação para a recepção de visitantes. Ela considera que a Lei Orgânica Municipal de Cabo Frio foi muito bem elaborada.

– Está tudo aqui, não é preciso inventar nada. É especialmente nas épocas de veraneio que se percebe a importância da proteção dessas áreas, porque as que ainda não estão demarcadas e cercadas recebem turistas que acampam, fazem fogueiras e põem em risco a vegetação deixando lixo espalhado e degradando os recursos naturais do município – finalizou Rosane.

Fontes: "Jornal do Brasil" e PMERJ Batalhão de Polícia Florestal e de Meio Ambiente.


Segundo o ambientalista Ernesto Galiotto, o Morro do Mico é campo de pesquisas do Jardim Botânico do Rio de Janeiro:

- Para garantir a preservação, a área do Morro do Mico deveria ser isolada através de uma cerca artificial acompanhada de uma natural para evitar a ocupação desordenada - sugeriu.

Fonte: O Globo Online

terça-feira, 28 de abril de 2009

Cabo Frio precisa dar valor ao que se tem.


Temos que reconhecer que alguns feitos na área do meio ambiente, como a demarcação e da criação de planos de manejo de parques municipais , não deixou de vir como uma boa notícia para a questão ambiental da cidade. Mas, ainda estamos "engatinhando" em relação ao que dispomos em biodiversidades.

Precisa ser reconhecido e mais explorado o lado ecoturístico de Cabo Frio .

Temos uma biodiversidade marinha riquíssima e uma ampla diversidade ambiental ,a qual ,se encontra ameaçada pelo crescimento desordenado e o desrespeito à patrimônios naturais.

As dunas costeiras de Cabo Frio constituem o mais importante registro ativo eólico do sudeste brasileiro. A areia que forma as dunas tem origem nos depósitos marinhos adjacentes, de onde são removidos e lançados na praia pela ação das ondas. A zona de alimentação das dunas migratórias de Cabo Frio está localizada na área das praias do Forte, das Dunas e do Foguete.

A Duna Dama Branca apresenta uma altura de 33 metros. Sua movimentação é lenta e gradual, soterrando a planície costeira coberta por vegetação de restinga. Além da excepcional beleza geológica e paisagística, a Duna Dama Branca é a maior duna isolada do sudeste brasileiro.A duna Dama Branca, por sua importância e singularidade, foi tombada pelo INEPAC - Instituto Estadual do Patrimônio Cultural (Tombamento Provisório em 11.03.1985 e Definitivo em 08.04.1988). O tombamento foi um marco para a preservação do patrimônio natural na Região dos Lagos que foi, desta forma, resguardado para todos nós.
Sobre o tombamento, o INEPAC faz as seguintes considerações:
"Filhas da sedimentação marinha e do vento nordeste, essas formações de areia são únicas no Estado, como ecossistema ímpar, patrimônio botânico e paisagem, com exceção das áreas militares da Marambaia. Há orquídeas e filodendros que só ali vicejam, amarradas pela vegetação da restinga ou varridas pelos ventos que as esculpem e as desfazem sem parar. Símbolo de identidade da região, à imagem da mais famosa entre elas, a Duna-Mãe, conhecida pelo povo como Dama Branca, é circundada por verdadeiros corredores de dunas, a ela paralelos, móveis ou já fixadas por vegetação de restinga. O tombamento resultou de estudo realizado com a Fundação Estadual de Engenharia do Meio Ambiente / Feema."
Neste local, a areia e o vento seguem seu trabalho, esculpindo uma nova paisagem a cada instante. Somos privilegiados: este momento da natureza é só nosso. Amanhã outros serão brindados com um novo espetáculo.
(www.drm.rj.gov.br)

Conforme a Agência Rio de Notícias,durante vistorias em cidades como Cabo Frio, Armação dos Búzios e Arraial do Cabo em 2008 e 2009, membros da comissão detectaram uma série de irregularidades, tais como construções erguidas ilegalmente, esgoto a céu aberto, assoreamento indevido de lagos e rios e construção de casas em faixas marginais de proteção.

Cabo Frio se diz uma cidade turística , nesse caso,o que se vê então é que está " cuspindo no prato que se come". Como cada "jardim é reflexo do jardineiro" , muitos não respeitam o próprio chão e se acham no direito de se lamentar depois.Tem que se ter a consciência de que a cidade que pode nos alimentar todos os dias através de emprego, é mais importante que a ilusão vamos dizer de uma caixa de leite de apenas alguns dias, é aquela velha estória que dizem de brasileiro não saber votar ; na verdade,acho que não se valoriza o voto como se devia e, o preocupante são as consequências.




Lagoas Costeiras da Restinga de Cabo Frio


Na restinga de Cabo Frio, que se estende do sul do canal de Itajuru, em Cabo Frio, até a praia do Pontal, em Arraial do Cabo, estão diversas lagoas que tem se mantido em completo anonimato.

São lagoas pequenas, rasas e em geral de coloração escura. Saindo da cidade de Cabo Frio, depara-se com as lagoas Última, Rasa e do Meio, posicionadas entre a praia das Dunas e a estrada que liga Cabo Frio a Arraial do Cabo. Entremeada entre as dunas da área tombada da “Dama Branca” aparecem lagoas rasas e diminutas. Todas elas são abastecidas por água do lençol freático. Seguem-se as lagoas de Barra Nova e Beber, ambas no município de Arraial do Cabo, assentadas junto à estrada RJ-102, que liga Arraial a Cabo Frio, por detrás das praias do Foguete e Pontal. A última lagoa chama-se Prainha ou Verde. Trata-se de uma pequena lagoa de restinga dentro da área urbana de Arraial do Cabo, em frente a Prainha.

A principal ameaça a estas lagoas é a perda de área devido à drenagem e aos aterros dos loteamentos, bem como o lançamento de lixo. Recentemente, o Ministério Público assinou um Termo de Ajustamento de Conduta com a Secretaria estadual de Meio Ambiente e a Superintendência Estadual de Rios e Lagoas (Serla) para delimitação, a partir de abril de 2004, da orla e faixa marginal das lagoas do Meio, Rasa, Última, Barra Nova, de Beber e Prainha. A Lei Orgânica de Cabo Frio considera as lagoas Última, Rasa e do Meio como de preservação permanente (art 167 e VII), assim como a faixa marginal de proteção (art 166, IV).

Fonte:http://www.lagossaojoao.org.br

segunda-feira, 27 de abril de 2009

A vegetação e a flora da região de Cabo Frio


Dorothy Sue Dunn de Araujo 
Professor Adjunto
Instituto de Biologia - UFRJ
e-mail: dotaraujo@globo.com

A região de Cabo Frio é muito especial no contexto do sudeste brasileiro, tanto em termos de clima quanto de vegetação e flora, razão pela qual foi escolhida pelo WWF/IUCN como um dos 12 Centros de Diversidade Vegetal do Brasil (Araujo, 1997). É a região do litoral fluminense onde chove menos anualmente (ca. 900mm), em parte, devido ao fenômeno da ressurgência.

Existe uma grande riqueza de habitats em Cabo Frio, desde extensas restingas e altas dunas até grandes lagunas e depósitos aluviais, maciços costeiros das penínsulas de Armação de Búzios e Cabo Frio e serras mais acidentadas como a de Sapiatiba. A extensa planície marinha de Massambaba separa a laguna de Araruama do mar, apresentando um sistema duplo de cordões arenosos, sobreposto por um campo de dunas, de orientação nordeste-sudoeste e não raramente ultrapassando 20m de altura. As planícies aluviais mais expressivas da região estão localizadas nas bacias dos rios Una e São João. Próximo à Serra das Emerenças, ocorrem depósitos arenosos de origem colúvio-aluvial. 

A cobertura vegetal da região de Cabo Frio reflete esta grande diversidade geomorfológico, além da história paleoevolutiva do sudeste brasileiro e o clima atual. É remanescente de uma vegetação existente durante os períodos glaciais do pleistoceno, mais secos e mais frios (Ab'Saber 1974).

O Centro de Diversidade Vegetal de Cabo Frio engloba principalmente formações de restinga, da mata atlântica e do tipo arbóreo-baixo que recobre os maciços litorâneos compreendidos entre Arraial do Cabo e Armação de Búzios, bem como mangues e ambientes inundáveis (brejos e margens de lagoas). Possui uma rica flora com interessantes ligações fitogeográficas e diversas espécies endêmicas.

Os maciços litorâneos da região estão cobertos por uma mata baixa (3 m de altura em média) nas vertentes mais expostas à salsugem e aos ventos marinhos, composta de árvores densas de troncos finos. Em locais mais protegidos do vento, em grotões úmidos ou nas serras mais afastadas do mar (e.g., Serra de Sapiatiba), a vegetação assume um porte mais robusto, semelhante à mata atlântica baixo-montana (Rizzini, 1979). 

Uma espécie marcante destes morros litorâneos é o cacto endêmico, Pilosocereus ulei, encontrada somente na região de Cabo Frio e que simboliza o carater xerófilo da vegetação. Outras espécies exibem uma distribuição disjunta entre Cabo Frio e a caatinga nordestina, sugerindo antigas ligações entre estas duas regiões durante o período mais seco do Pleistoceno. Estas são as leguminosas Bauhinia albicans e Machaerium leucopterum (Lima, 2000) e a bela trepadeira de flores amarelas, Skytanthus hancorniaefolius (Apocynaceae).

Na planície colúvio-aluvial, a formação florestal é mais exuberante do que a vegetação xerófila dos morros. As árvores atingem, em média 10m de altura, com indivíduos emergentes de até 17m de altura. Porem, esta região sofre de um período seco nos meses de junho a agosto, quando boa parte das árvores perdem suas folhas. O pau brasil, Caesalpinia echinata, a espécie mais famosa da região, é componente destas matas, como são também outras espécies arbóreas que ocorrem nas formações florestais estacionais do semi-árido brasileiro (e.g., Parapitadenia pterosperma, Lonchocarpus virgilioides - Lima 2000). No subbosque estas matas, a rubiácea endemica a região, Faramea brachyloba. 

As formações vegetais das restingas e dunas da região variam de herbáceas e rasteiras na beira da praia até florestais nos cordões arenosos mais antigos, incluindo a tipica formação arbustiva aberta das dunas de Massambaba, Dama Branca e Peró. As duas remanescentes de mata de restinga (não inundada ou seca) mais bem preservadas na região são encontradas em Jacarepiá, na extremidade oeste da restinga de Massambaba, e na Estação de Rádio da Marinha, próximo ao rio Una. A primeira, alem de ser habitat do mico-leão dourado, abriga diversas espécies da flora endêmcias as restingas fluminenses (e.g., Algernonia obovata, Calathea dorothyae, Neoregelia eltoniana, Serjania fluminensis).

Nas dunas, no meio das moitas de vegetação de variados tamanhos, são encontradas também espécies raras e de interesse fitogeográfico. É o caso de Lithraea brasiliensis, espécie da família das anacardiáceas que é muito comum nas restingas de Rio Grande do Sul, mas só é encontrada nas terras fluminenses em Cabo Frio. Nos baixios mais úmidos entre as dunas, onde se forma matas baixas criando um ambiente sombreado, são encontradas populações da vistosa bromélia endemica, Vriesea sucrei, e outro pequeno arbusto endemico da família das quaresmeiras (Mouriri arenicola). Outras espécies da flora de Cabo Frio são mais tolerantes, sendo encontradas tanto nas restingas quanto nas encostas dos morros litorâneos (e.g., Cryptanthus acaulis, Capparidastrum brasilianum, Swartzia glazioviana, Erythroxylum glazioui, Inga maritima, Ouratea luschnathiana, Passiflora farneyi). 

O levantamento da flora vascular dos maciços litorâneos e planícies arenosas da região de Cabo Frio ainda está na sua fase preliminar. Mesmo assim, já foram registradas mais de 600 espécies nas restingas (Araujo 2000) e ca. de 300 nas encostas dos morros e outros tipos de habitat (Araujo et al. 1998). Estes valores certamente irão aumentar substancialmente com os estudos que vem sendo realizados na região por parte da UFRJ e do Jardim Botânico do Rio de Janeiro. Resta saber se vamos ter a oportunidade de conhecer a totalidade da riqueza florística deste Centro de Diversidade Vegetal antes que as atividades do homem acabem extinguindo espécies que nem sequer foram conhecidas e que possam exercer papel fundamental nos ecossistemas.
Referências

Ab'Saber, A.N. 1974. O domínio morfoclimático semi-árido das caatingas brasileiras. Geomorfologia 43: 1-39.
Araujo, D.S.D. 1997. Cabo Frio Region. In: Davis et al. (eds.) Centres of Plant Diversity. WWF/IUCN, Oxford, p. 373-375.
Araujo, D.S.D., H.C.Lima, P.R.C.Farag, A.Q.Lobão, C.F.C.Sá & B.C.Kurtz. 1998 O Centro de Diversidade Vegetal de Cabo Frio: levantamento preliminary da flora. In: Simpósio de Ecossistemas Brasilieras, 4, Águas de Lindoia, SP. Anais, v.3.p.147-157.
Araujo, D.S.D. 2000. Análise florística e fitogeográfica das restingas do Estado do Rio de Janeiro. Tese de Doutorado, PPGE-UFRJ.
Lima, H.C. 2000 Leguminosas arbóreas da mata atlântica. Tese de Doutorado. PPGE-UFRJ.
Rizzini, C.T. 1979. Tratado de fitogeografia do Brasil. São Paulo, Hucitec, v.2. 374 p.