quarta-feira, 4 de agosto de 2010

Parque americano e floresta de Madagáscar entram em lista de ameaçados


Um comitê das Nações Unidas adicionou à sua lista de patrimônios ameaçados o Parque Nacional Everglades, na Flórida (EUA), e a floresta tropical de Madagáscar.

O Comitê do Patrimônio Mundial da Unesco (Organização das Nações Unidas para a Educação, a Ciência e a Cultura) informou que o desenvolvimento agrícola e urbano na região dos Everglades levou a uma queda de 60% no fluxo de água naquela região pantanosa, importante santuário de vida selvagem. Segundo o comitê, a poluição no parque nacional está tão alta que já está matando a vida marinha.

É a segunda vez que o Everglades, lar de 20 espécies ameaçadas, foi adicionado à lista. Os pântanos foram considerados “em risco” pela primeira entre 1993 e 2007 após serem devastados pelo furacão Andrew.

“Elogiamos o pedido dos EUA para reinscrever o sítio na lista e seus planos para uma grande mudança na infraestrutura a fim de restaurar o frágil ecossistema dos pântanos”, disse Mariam Kenza Ali, da IUCN (União Internacional para a Conservação da Natureza).

Em um encontro no Brasil, o painel da Unesco informou que o parque Everglades foi incluído na Lista do Patrimônio Mundial em Perigo a pedido do governo dos EUA devido a “uma séria e contínua degradação de seu ecossistema aquático”.

As florestas de Madagáscar, por outro lado, sofrem com desmatamento e caça ilegais. O problema aumentou após o golpe militar no país no ano passado.

As florestas de Atsinanana, que ficam dentro de seis parques nacional no leste da ilha, foram incluídos na lista por causa da ameaça às raras espécies que habitam a região, especialmente primatas e lêmures.

“Ao adicionar o local à lista de sítios ameaçados, estamos pedindo uma ação internacional para suspender a atividade madeireira ilegal e para assegurar que nenhuma madeira preciosa de Madagáscar entre nos mercados nacionais”, disse Tim Badman, chefe de Patrimônio Mundial da IUCN.

No encontro da Comitê do Patrimônio Mundial houve também sítios retirados da lista. As Ilhas Galápagos foram removidas na quinta-feira. Segundo o comitê, o Equador mostrou progresso na proteção do ecossistema do arquipélago. (Fonte: Folha.com ; imagem: flickr.com)

Mesmo verde na seca, Amazônia sofre com mudança de clima

Pesquisadores do Brasil e dos EUA acabam de confirmar que a Amazônia ficou mais verde durante a seca recorde de 2005. Mas isso não quer dizer que a floresta seja mais resistente às estiagens do que se imaginava: mesmo com o esverdeamento, a morte generalizada de árvores pode ocorrer.

O novo estudo, publicado nesta segunda-feira no periódico "PNAS", tenta resolver uma aparente contradição: pesquisas anteriores que avaliaram como a maior floresta tropical do mundo suportaria as secas mais frequentes -- resultado previsto das mudanças climáticas -- tinham conclusões opostas.

Em 2007, uma análise de imagens de satélite publicada na revista "Science" por um grupo americano mostrou, para espanto geral, que a Amazônia ficara mais verde após a seca. A explicação dos cientistas foi que a estiagem aumentava a quantidade de luz solar disponível para a fotossíntese. Isso seria uma boa notícia: a floresta, afinal, teria mecanismos para se proteger do aquecimento global.

No ano passado, outro grupo americano afirmou que, ao contrário, a floresta deixara de sequestrar 1 bilhão de toneladas de carbono por causa da mortandade de árvores induzida pelo desastre natural de 2005. Esse estudo batia com previsões de que o aquecimento global induziria um colapso da Amazônia, com a consequente emissão de grandes quantidades de CO2 para a atmosfera.

TIRA TEIMA

No novo estudo, o biólogo Paulo Brando, do Ipam (Instituto de Pesquisa Ambiental da Amazônia) e da Universidade da Flórida, analisou imagens de satélite e dados meteorológicos de 280 pontos em toda a Amazônia para tirar a teima.

Ele e seus colegas descobriram que, sim, o esverdeamento aconteceu. Mas, não, o aumento na quantidade de radiação solar provavelmente não tinha nada a ver com isso.

Segundo Brando, o que explica melhor o esverdeamento amazônico é a produção de folhas novas pelas árvores, curiosamente induzida pela seca. "Ela causou uma sincronização do aparecimento de folhas novas", disse o pesquisador à Folha.

Por outro lado, medições feitas no campo do carbono efetivamente sequestrado pelas plantas (ou seja, o que elas fixam pela fotossíntese menos o que perdem pela respiração) mostraram de fato uma queda, devido ao aumento na mortalidade de árvores e na taxa de respiração devido às temperaturas mais altas.

"Você pode ter vários mecanismos operando ao mesmo tempo", afirmou Brando. "Nossa contribuição é mostrar que não se pode tirar nenhuma conclusão forte sobre a Amazônia usando só imagens de satélite."

Fonte: Folha.com

sexta-feira, 30 de julho de 2010

Três vezes clima

UMA: reproduzo abaixo os três primeiros parágrafos de comunicado da Agência Fapesp que você pode continuar lendo aqui:

O primeiro quadrimestre de 2010 foi o mais quente já registrado, de acordo com dados de satélite da National Oceanic and Atmospheric Administration (NOAA), dos Estados Unidos.

No Brasil, a situação não foi diferente. Entre 1980 e 2005, as temperaturas máximas medidas no Estado de Pernambuco, por exemplo, subiram 3ºC. Modelos climáticos apontam que, nesse ritmo, o número de dias ininterruptos de estiagem irá aumentar e envolver uma faixa que vai do norte do Nordeste do país até o Amapá, na região Amazônica.

Os dados foram apresentados pelo pesquisador Paulo Nobre, do Instituto Nacional de Pesquisas Espaciais (Inpe), durante a 62ª Reunião da Sociedade Brasileira para o Progresso da Ciência (SBPC) que começou no domingo (25) e vai até a sexta-feira (30), em Natal, no campus da Universidade Federal do Rio Grande do Norte (UFRN).

DUAS: Se você lê inglês e não é daqueles que acreditam na possibilidade de uma vasta conspiração do governo dos EUA para impedir o desenvolvimento de países como o Brasil, dê uma olhada nesta página da Administração Nacional de Oceanos e Atmosfera (Noaa) dos EUA. É um bom resumo das MEDIDAS e OBSERVAÇÕES que indicam a ocorrência de uma mudança do clima como consequência da atividade humana.

Reproduzo a seguir o gráfico segundo o qual não parece possível explicar o aumento da temperatura só com base no ciclo de variação da energia solar, um dos "argumentos" preferidos dos negacionistas (malconhecidos como "céticos").





TRÊS: O Estadão está hospedando uma página chamada Isso não é normal que resulta de um projeto com apoio financeiro do Departamento para o Desenvolvimento Internacional (DFID) do governo britânico e apoio do Programa de Comunicação em Mudanças Climáticas da Embaixada Britânica no Brasil. Vale a pena conferir.

(Escrito por Marcelo Leite/:http://cienciaemdia.folha.blog.uol.com.br )

terça-feira, 6 de julho de 2010

Contaminantes na água comprometem reprodução de várias espécies

(Notícia G1)

"No Brasil, ação de interferente endócrino gera molusco com dois sexos.
Danos da poluição hormonal à saúde humana são objeto de pesquisas.

(Luciana ChristanteDa ‘Unesp Ciência’)


Os ursos polares do Ártico estão tendo menos filhotes, assim como os pinguins-de-adélia da Antártida. No litoral brasileiro, é possível encontrar moluscos com dois sexos, tal como ocorre com alguns crocodilos da Flórida. Alterações dos órgãos sexuais e problemas reprodutivos como esses vêm sendo cada vez mais observados em diversas espécies ao redor do mundo. A causa é um tipo de poluição ainda pouco comentado fora da academia, mas que é objeto de estudo de um número crescente de cientistas. São contaminantes que se disseminaram em grande escala pelo planeta a partir do século 20, pondo em risco a biodiversidade e, suspeita-se, também a saúde humana.
Conhecidos como interferentes endócrinos, eles mimetizam a ação do estrógeno, o hormônio sexual feminino. De plásticos a pesticidas, de cosméticos a substâncias de uso industrial, passando por detergentes e até pela urina humana, as fontes são inúmeras e difusas. São moléculas quimicamente muito distintas entre si, mas que têm em comum a capacidade de interagir com os receptores de estrógenos que a maioria dos animais carrega na membrana de suas células. “Disfarçadas” de hormônio, elas produzem uma mensagem enganosa que pode fazer a célula se multiplicar, morrer ou produzir certas proteínas na hora errada, por exemplo.

Em animais, o efeito mais evidente é a feminilização de machos, e, com menor frequência, a masculinização de fêmeas. “Tudo depende do composto, da espécie e da fase do desenvolvimento em que o organismo é exposto”, diz Mary Rosa Rodrigues de Marchi, do Instituto de Química da Unesp em Araraquara. O período crítico de exposição é a fase de desenvolvimento, quando o estímulo hormonal certo na hora certa define os processos que darão origem a caracteres e comportamentos sexuais que se perpetuarão por toda a vida.

Evidências sobre os efeitos em humanos ainda são inconclusivas, mas não falta quem suspeite que a queda acentuada na contagem de espermatozoides em homens nos últimos 60 anos seja uma possível consequência. O fenômeno foi detectado inicialmente em países escandinavos, conhecidos por suas longas séries de dados epidemiológicos. É impossível provar a ligação direta com os interferentes endócrinos no ambiente, mas a indução do efeito em animais de laboratório aumenta a desconfiança.

“É muito difícil, e às vezes frustrante, confirmar o nexo causal entre esses contaminantes e a saúde humana. Mas o impacto ambiental deles já está bem estabelecido”, afirma Wilson Jardim, do Instituto de Química da Unicamp.

Wilson Jardim há anos estuda a presença de poluentes químicos nas águas que abastecem a região de Campinas. Além dos estrógenos naturais e sintéticos, ele também encontrou interferentes endócrinos usados na fabricação de plásticos, como os ftalatos e o bisfenol A. Estudos com animais de laboratório mostram que esses dois compostos (em doses mais altas às quais estamos expostos) podem prejudicar o desenvolvimento fetal, causando anormalidades nos órgãos reprodutivos.

Cadeia alimentar
Há ainda vários outros interferentes endócrinos que são insolúveis em água e têm origens e percursos ambientais completamente distintos. É o caso de uma vasta lista de pesticidas, que inclui tanto produtos proibidos, como DDT, quanto outros ainda em uso, como fibronil. São moléculas que podem levar anos ou décadas para se degradar até um composto que não apresente atividade estrogênica.

Dispersas no solo ou no ar, elas aderem a partículas que são carregadas pelas chuvas até os cursos d’água. Lá se depositam no sedimento de rios ou oceanos, do qual se alimentam vermes, moluscos, crustáceos ou peixes. Sua baixa solubilidade em água faz com que se acumulem em tecidos gordurosos.

O caranguejo-ermitão que vive na costa brasileira é uma dessas vítimas. Nesse caso, o vilão é uma substância conhecida como TBT (tributilestanho) – um componente da tinta que reveste o casco das embarcações para impedir o crescimento de cracas e algas (o que compromete o deslizamento na água e faz o veículo gastar mais combustível).

Bruno Sant’Anna, doutorando do Instituto de Biociências da Unesp em Rio Claro, está investigando a população do crustáceo em 25 estuários do litoral do Brasil, do sul da Bahia a Santa Catarina. Nos locais analisados até o momento (litoral de São Paulo e Paraty, no Rio), ele observou que até 8% dos animais tinham órgãos sexuais masculinos e femininos ao mesmo tempo.

O fenômeno faz com que fêmeas se transformem em machos, explica Sant’Anna. Em todos os animais analisados encontrou-se TBT, em níveis que variaram dependendo do lugar. A maior contaminação foi observada em São Sebastião e a menor, em Cananeia, ambas no litoral paulista. O TBT e seus subprodutos igualmente tóxicos persistem no ambiente por pelo menos dez anos.

A mudança de sexo causada pela “tinta envenenada”, como é conhecida entre pescadores, já foi descrita em mais de 120 espécies de moluscos ao redor do mundo. Uma convenção da Organização Marítima Mundial, da qual o Brasil é signatário, determinou o banimento desse tipo de tinta até 2008. A adesão foi mais rápida nos países desenvolvidos. Em Brasília, um projeto de decreto legislativo (1804/2009), aprovado pela Comissão de Meio Ambiente e Desenvolvimento Sustentável da Câmara em novembro passado, aguarda votação no plenário.

O caranguejo-ermitão não faz parte do cardápio humano, mas sua contaminação, por TBT ou outro interferente endócrino encontrado no sedimento marinho, é transmitida a seus predadores e assim sucessivamente. Via cadeia alimentar, essas substâncias persistentes têm se disseminado na natureza, o que explica o fato de animais que vivem nas calotas polares estarem contaminados com pesticidas organoclorados, muitos deles banidos nos anos 1960 e 1970, ou com bifenilas policloradas, um tipo de fluido usado em transformadores elétricos até os anos 1980 e mais conhecido como ascarel. Estudos da década de 1990 em países como Alemanha, Holanda e Canadá encontraram pesticidas e ascarel no tecido adiposo e no leite humanos, em níveis mais elevados nas pessoas que consumiam grande quantidade de peixe."

Copyright: Unesp Ciência

È lastimável que tantas trágicas mudanças , tanto essas como outras no Meio Ambiente, não consigam sensibilizar e mobilizar uma sociedade. (A.Eco)

terça-feira, 4 de maio de 2010

Desastre ambiental

Noticiário sôbre a mancha de petróleo ,oriunda da pior catástrofe ambiental do governo dos Estados Unidos na qual,quase 800 mil litros( 5 mil barris) de petróleo jorram diariamente no mar do Golfo do México depois da explosão de uma plataforma, na semana passada.








Conclusão: Mais uma vez, o planeta perde...

terça-feira, 27 de abril de 2010

Vergonha e Revolta:"Roubo de ovos de tartaruga"

Roubo de ovos de tartaruga: A denúncia do massacre é verdadeira Fonte:Portal do Meio Ambiente









"Saque dos ovos de tartarugas para venda aos restaurantes na Praia de Ostional,
do oceano Pacífico, localizada a 350 de San Jose, capital da Costa Rica

Nos últimos meses tenho recebido centenas de e-mails com as imagens chocantes do saque de ovos de tartarugas pelas pessoas nas praias da Costa Rica. Fiquei desconfiado porque estava cheirando boato de internet. Algumas mensagens que estavam chegando informavam que o local era o Rio Solimões, no Brasil!
Obviamente não poderia ser um banco de areia do rio Solimões, considerando que as imagens mostram claramente o mar, sacos de fertilizante utilizados para transportar os ovos escritos em espanhol e também as características físicas das pessoas. Então, como informavam a maior parte das mensagens, o local mais plausível para as cenas do massacre poderia realmente ser uma praia da Costa Rica



Os gestores do projeto garantem que em cada temporada são saqueados “apenas” 3 milhões de ovos e que este número é 10% do total que as tartarugas depositam

Estariam as praias das Costa Rica tornando-se mortais para as tartarugas? Eu fui atrás de fontes confiáveis e verifiquei que, infelizmente, estão. É o que parece. As imagens não mentem, não foram manipuladas e mostram uma triste realidade nas praias da Costa Rica: o saque de ovos de tartarugas para o consumo e venda para restaurantes que faturam alto com a iguaria servida para os turistas estrangeiros. Tal prática é, obviamente, motivo de muita preocupação porque ameaçam de extinção algumas espécies de tartarugas.



Estes ovos saqueados dos ninhos das tartarugas são embalados, recebem um selo de "coletados legalmente" e vendidos para bares, restaurantes e padarias em toda a Costa Rica.

Há 20 anos o pesquisador Douglas Clark Robinson, da Faculdade de Biologia da Universidade da Costa Rica, colocou em prática um projeto de geração de renda pioneiro envolvendo as famílias da comunidade de Ostional, em Guanacaste, com uma atividade duvidosa de coleta "sustentável” de ovos para consumo próprio ou comercialização para os restaurantes.


Ovos de tartaruga saqueados da natureza na cozinha de um restaurante da Costa Rica

Lembrando que o local é uma unidade de conservação da natureza, Refúgio Nacional da Vida Selvagem de Ostional, e são os ovos da tartaruga oliva (Lepidochels olivacea), espécie que ESTÁ AMEAÇADA DE EXTINÇÃO. A tartaruga oliva desova nas praias brasileiras também, no Nordeste.

Durante as primeiras 35 horas após o início da desova, os habitantes locais passaram a receber autorização para promover a retirada maciça de ovos que, segundo os defensores deste projeto macabro de manejo sustentável, seriam destruídos pelas levas seguintes de tartarugas que congestionam o reduzido espaço ainda disponível na praia para a desova. A verdade é que para a mamãe natureza não faz nenhuma diferença se uma agressão é autorizada ou não.

Dizem que o monitoramento é feito pela Universidade da Costa Rica, Instituto da Pesca e Ministério do Ambiente, que até hoje gerenciam o projeto. E, assim, como tem muita gente que acredita em papai Noel, alguns defendem com unhas e dentes que este projeto funciona e ajuda a salvar as tartarugas. Na verdade, o salários de muita gente provém destes projetos de manejo sustentável. A cadeia alimentar dos predadores de ovos de tartaruga é bem mais complexa do que se imagina.

Para minha surpresa, a nota de “esclarecimento” do Projeto TAMAR/ICMBio publicada no site OECO defende com vigor este saque de ovos de tartaruga pelas pessoas com o argumento de que seriam desperdiçados ao servirem de comida para os predadores naturais (aves, mamíferos...), como se estes animais não merecessem viver.



Esta imagem mostra que são saqueados até os ovos enterrados profundamente,
que estavam bem seguros contra a ação dos predadores naturais.

Teoricamente, tudo é perfeito. Entretanto, na dura realidade da ganância humana, com o irresistível preço de 30 dólares o quilo de ovos de tartaruga, começaram a ser detectados problemas graves de gestão sobre a atividade. O projeto apresentou um terrível efeito colateral ao estimular a coleta ilegal que estaria ocorrendo mais fortemente em outras praias porque o governo costarriquenho não consegue controlar a atividade em todas as áreas protegidas.

O fenômeno da desova de tartarugas proporciona um espetáculo para os visitantes estrangeiros e a atividade turística na região é praticada de forma intensa, com a exploração imobiliária que reduz mais ainda o espaço para a desova das tartarugas. E, claro, como um atrativo principal para os turistas estrangeiros os roteiros turísticos oferecem cardápios com uma incrível variedade de pratos a base de ovos de tartaruga.

Em seu caderno de ciências do dia 14/11/2009, o jornal The New York Times publicou uma matéria que cita o problema da coleta de ovos de tartaruga na Costa Rica, informando que é comum e coloca em risco de extinção algumas espécies."


A falta ainda de uma concientização ambiental e notícias como essa chocante acima ,vergonhosamente me pergunto até que ponto chegaria o homem por ganância e parasitismo?
O que se vê são uns tipos da raça humana cuja inutilidade vale como lixo para o planeta, mostraram ser as piores pragas ambientais.(Agente Eco)

quarta-feira, 21 de abril de 2010

Planeta lixo?

foto:http://revistawomenshealth.abril.com.br


Atualmente, vivemos num mundo onde a natureza é profundamente agredida. Toneladas se matéria-prima, geradas dos mais diferentes lugares do planeta, são industrializadas e consumidas criando rejeitos e resíduos, que são chamados de lixo. Assim, lixo é todo material descartado, proveniente das atividades humanas. É importante lembrar que o lixo gerado pelo homem é apenas uma pequena parte da montanha acumulada todos os dias, composta pelos resíduos de outros setores.

Entre as doenças relacionadas ao lixo doméstico, destacamos:
cisticercose, cólera, disenteria, febre tifoide, filariose, giardíase, leishmaniose, leptospirose, peste bubônica, salmonelose, toxoplasmose, tracoma, triquinose e mais outras nove.

O tratamento adequado do lixo visa á busca de alternativas as modelço atual de desenvolvimento sócio-econômico e ambiental. A comunidade pode e deve praticar através de conferências, debates, oficinas práticas de reaproveitamento, exposições e feiras de produtos reciclados, tendo como ponto de partida as questões relacionadas aos resíduos sólidos urbanos e a inclusão social. Essas atividades são parte do direito de cidadania inerente às pessoas que vivem em uma comunidade.

Para o correto aproveitamento dos meios naturais disponíveis, a sociedade deve ter noções de uso sustentável na exploração dos recursos naturais disponíveis. Muito do que jogamos fora e consideramos lixo pode ser aproveitado por outras pessoas, economizando dinheiro, energia e recursos naurais.

Os materiais que ainda podem ser usados para outros fins, mesmo depois de serem descartados, são chamados de materiais reaproveitáveis. Aqueles materiais que deveriam ser descartados, mas após sofrerem transformações podem novamente ser usados pelo homem, são chamados de materiais recicláveis.

Não há como não produzir lixo, mas podemos diminuir essa produção reduzindo o desperdício, reutilizando sempre que possível e separando os materiais recicláveis para a coleta seletiva.

Dessa forma, a sociedade fará um aproveitamento racional dos recursos, permitindo a sustentabilidade da exploração ambiental, a inclusão social de parcela de sua população, agindo com responsabilidade social e cidadania, e promoverá uma redução na produção de lixo.

Um aterro sanitário é uma forma para a deposição final de resíduos sólidos gerados pela atividade humana. Nele são dispostos resíduos domésticos, comerciais, de serviços de saúde, da indústria de construção, ou dejetos sólidos retirados do esgoto.

A regra dos 3 "R"
1. Reduzir: Sempre que possível devemos diminuir a nossa produção de resíduos, pois quanto menos produzirmos, menores serão os problemas para acondicionar, coletar, transportar e dar destino final.
2. Reutilizar: Frequentemente podemos reutilizar materiais que no passado seriam simplesmente descartados.
3. Reciclar: Significa transformar residuos em novos produtos. O resíduo é tratado como matéria prima, evitando sua extracção.

Conclusão :

O lixo reciclável deixou de ser algo que nos atrapalhe para ser algo que podemos usar para obter e proteger o planeta. Em todas as partes do Brasil estão nascendo iniciativas, cooperativas, pequenas empresas que começam a se personalizar.

O Brasil já é lider em reciclagem de papelão e latas de aluminio. Podemos dar essa e mais outras lições ao mundo e principalmente aos EUA, mas ainda temos potencial para fazer muito mais.

Para diminuirmos a quantidade de lixo não basta apenas produzirmos menos dejetos, mas, principalmente, devemos aprender a consumir. As pessoas devem ser conscientizadas da importância do trabalho de cada um. A educação aparece como ferramenta nesse processo.

A produção de lixo é inerente à humanidade e inevitável. Mas, a reciclagem e o uso racional dos processos de produção e aproveitamento de recursos poderão fazer a diferença nesse sentido.

Quatro problemas e quatro soluções para o meio ambiente urbano
Em especial para o mês do meio ambiente relacionamos algumas ações que que todos podem incluir em seus hábitos diarios para contribuir com a melhoria do meio ambiente urbano.

Problema: lixo
Solução: coleta seletiva

O incentivo a reciclagem não é apenas uma questão ambiental, mas também uma forma de inclusão social. A reciclagem de resíduos sólidos pode ser fonte de emprego e renda para muitas famílias, mas isso só é possível com a conscientização da população.

A produção per capita de lixo no Brasil varia de 0,3 a 1,1 quilos por dia. Quanto maior o poder aquisitivo da população, maior é a quantidade de lixo produzida.

Segundo o IBGE, a população brasileira gera 230 mil toneladas de lixo diariamente. Quantidade suficiente para encher o estádio do Maracanã inteiro.

O município de São Paulo é o maior gerador de resíduos domésticos do Estado. Seus 10 milhões de habitantes produzem mensalmente 15 mil toneladas de lixo.

A Região do ABC também não fica para trás, são 1.700 toneladas de lixo que vão para os aterros e
lixões todos os meses.

Entretanto, ao contrário do que imaginamos a quantidade de lixo não significa o descaso com o meio
ambiente. O que deve ser levado em consideração é a forma como esse lixo é tratado, se passa por alguma triagem, se é reutilizado ou reciclado antes de ser descartado.

Uma simples atitude que pode contribuir para a diminuição de pragas, manutenção da vida útil dos aterros
e serve de fonte de renda para diversas famílias é a separação dos resíduos reaproveitáveis.

A responsabilidade pelo lixo que você está gerando vai desde o momento da compra, quando se opta por um produto com menos embalagens, até a hora do seu descarte de forma adequada. Mesmo dentro de casa, é importante separar o lixo em recicláveis (lixo seco) e orgânico (lixo úmido).

Problema: emissão de poluentes
Solução: transportes alternativos

O setor de transportes não é sustentavel e está gerando enormes desafios à população como congestionamentos,
emissões de gases poluentes, além de problemas de saúde.

Um levantamento feito pela Associação Nacional dos Fabricantes de Veículos Automotores (Anfavea) no País são mais de 2,21 milhões de veículos circulando. Somente este ano, já foram licenciados mais de 540 mil veículos, quase um carro para cada morador de Santo André.

Este problema merece atenção, não só pelos efeitos do aquecimento global, mas pelos problemas de causados pelo excesso de veículos nas ruas.

As conseqüências desta forma de vida já podem ser sentidas em nossa saúde, além do estresse no transito, a péssima qualidade do ar provoca doenças que matam mais que a AIDS, segundo o levantamento da Organização Mundial da Saúde.

O Instituto Akatu de consumo consciente tem um programa chamdo “Direção Verde” que visa
conscientizar os motoristas sobre o impacto ambiental que causam e como reduzir suas emissões em até 25% simplesmente utilizando o veículo de forma mais eficaz.

Ações como prever congestionamentos, utilizar a potência do carro de maneira inteligente e ajustar a
pressão dos pneus, contribuem para a redução do consumo de combustível e, por conseqüência, na quantidade de emissão de gases poluentes.

Outra forma de mobilidade muito atual é a mobilidade virtual. As tecnologias de telecomunicações e de
internet oferecem opções excelentes para o uso privado ou profissional que tornam o próprio ato da locomoção física desnecessário: conferências virtuais, pagamentos de conta via internet e o trabalho em casa são bons exemplos disso.

Problema: poluição e escassez de água
Solução: separação, descarte correto de óleo

As discussões do século prometem girar em torno dos recursos naturais. Esses recursos podem ser responsáveis
pelas “novas guerras”. Segundo a ONU, cerca de 1,1 bilhão de pessoas não tem acesso à água potável no mundo e mais de 5.700 morrem por dia por doenças transmitidas pela água contaminada.

A ONU indica que, até 2050, mais de 45% da população mundial não vai ter acesso à água potável. Nesse cenário caótico, o Brasil se destaca, já que tem a maior reserva hídrica do mundo: 13,7% da água doce
do planeta; enquanto 20% da população mais rica do mundo consome 86% dos recursos naturais, 20% da população
mais pobre consume apenas 1,3% dos recursos.

Por isso, economizar e preservar a água é mais do que o aspecto ambiental é questão de sobrevivência. O óleo de cozinha despejado nos ralos e pias danifica as redes de esgoto, atrai pragas urbanas, causa a impermeabilização do solo e contribui para a poluição dos rios.

O óleo, por ser mais leve que a água, cria uma barreira na superfície da água que dificulta a entrada de luz, não permite que as algas produzam a fotossíntese e compromete a oxigenação da água, matando toda
forma de vida que nela existe.

Mesmo sendo tão nocivo à natureza, não existe uma alternativa para o descarte desse material. Na região do Grande ABC, cerca de 500 toneladas de óleo são despejadas mensalmente nos ralos das pias, vasos
sanitários ou diretamente na rede de esgoto.

Além do sabão, existem diversas outras aplicações para o óleo de cozinha usado, as mais comuns são para
detergente, massa de vidraceiro, resinas, colas, tintas e combustível, como o biodiesel.(fonte:Lixo no Mundo-UOL Blog)


Brasil não tem destino adequado para 67 mil toneladas de lixo todos os dias (Fonte: EcoD)





Todos os dias 67 mil toneladas diárias de lixo são despejados de maneira irregulare no Brasil. O diretor executivo da Associação Brasileira de Empresas de Limpeza Pública e Resíduos Especiais (Abrelpe), Carlos Silva Filho disse que o problema ainda é agravado pelas 20 mil toneladas diárias de resíduos domiciliares que não são sequer coletadas.



O lixo é um dos principais, senão o principal, causadores de inundações e doenças nos centros urbanos, como se viu nas enchentes ocorridas no Rio de Janeiro recentemente. “E não sendo coletadas, elas são também dispostas inadequadamente e acabam jogadas em terrenos baldios, rios e córregos d’água”, disse Silva Filho.

Para a Abrelpe, deve haver um planejamento municipal que tenha uma gestão integrada de resíduos sólidos, redução da geração de lixo, coleta seletiva e reciclagem. “E, principalmente, cuidando da destinação desses resíduos”, reforçou o diretor.

Com base em dados da Abrelpe de 2008, o mercado de limpeza urbana no Brasil movimentou naquele ano R$ 16,5 bilhões. “São gastos no Brasil pouco mais de R$ 8,00 por habitante por mês para dar conta de todo o serviço de limpeza urbana, que inclui coleta de lixo diária, transporte, destino final, varrição, limpeza de ruas, capina, limpeza de córregos. Com isso, nós continuamos com o déficit de 67 mil toneladas/dia de lixo com destinação inadequada”.

Segundo Silva Filho, para melhorar a destinação dos resíduos urbanos é necessário um investimento maior. A Abrelpe defende que o modelo adequado para fazer essa transição seriam as parcerias público-privadas (PPP). Nesse modelo, o investimento inicial é feito pelo setor privado, desonerando os cofres públicos. “E o Poder Público faria um financiamento desse investimento de longo prazo, de forma que não haja um grande impacto nos cofres públicos de uma vez só”.

Silva disse ainda que o Brasil não desenvolve ações concretas para avançar no tratamento do lixo, e que ocorrem ações isoladas apenas em São Paulo e Minas Gerais.

domingo, 4 de abril de 2010

Chocolate Orgânico


"Pela natureza da cultura e suas condições de produção dentro da mata, a produção de cacau já está integrada com uma das bases da agricultura orgânica, que, dentre outros princípios, determina a preservação do ambiente natural. Além disso, a não utilização de agrotóxicos e adubos químicos, poderá garantir uma melhor qualidade nutricional para o fruto do cacau . A constante reposição de matéria orgânica, característica da floresta, irá contribuir para a manutenção de um solo rico, equilibrado e capaz de atender as necessidades da planta.

O chocolate orgânico não possui leite em sua composição, tornando-se assim um produto à disposição para pessoas que tem intolerância a lactose e devem restringir o consumo de leite e derivados. Ao invés do leite, a soja é um dos componentes presentes na sua fabricação. E seu sabor é semelhante ao chocolate meio amargo.

A produção de cacau orgânico já é uma realidade na região sul da Bahia. Atualmente, técnicas de produção orgânica estão sendo desenvolvidas, em completa sinergia com o meio ambiente. Algumas alternativas como culturas consorciadas (cacau , palmito, café, ervas, temperos, mandioca, milho, feijão, frutas e até seringueiras) estão sendo testadas e certamente irão ter bons resultados.

A produção de chocolate, a partir do cacau orgânico, está sendo desenvolvida em todo o mundo. Já existem marcas famosas de chocolate orgânico nas prateleiras de mercados da Europa e dos Estados Unidos .

Esse tipo de chocolate defende não somente a idéia de consumirmos algo que faça bem para o nosso corpo, mas também incentiva o consumo consciente, de produtos que façam bem para o planeta. Também por isso, as embalagens costumam ser de papel reciclado! Aliás, a Páscoa pode ser uma boa época para começar a fazer reciclagem de lixo (separação do orgânico e do seco) em casa."

Fontes: Terra e Planeta Orgânico
Foto:http://rotaorganica.wordpress.com/2010/04/02/somos-todos-chocolovers/#comment-114

sábado, 20 de março de 2010

Sérgio Cabral reduz proteção de APPs urbanas via decreto, batendo de frente com a legislação federal.

ABSURDO:O governo do Rio de Janeiro reduziu via decreto a proteção de margens de rios, córregos e nascentes em áreas urbanizadas municipais de todo o estado. O texto publicado no último dia 17 e assinado pelo governador Sérgio Cabral tenta regulamentar um artigo do Código Florestal federal com base na degradação e uso das áreas de preservação permanente. Advogados da área ambiental foram taxativos em afirmar que a medida é inconstitucional, pois rebaixa a proteção desses ambientes estipulada na lei federal. O impasse sobre a ocupação de solos e APPs em espaços urbanos se arrasta por anos a fio, envolvendo Congresso, ministérios e um emaranhado jurídico com Código Florestal, resolução do Conselho Nacional do meio Ambiente 369/2006 e Lei do Parcelamento do Solo Urbano.

Fonte: O Eco

Altas apostas no Cerrado

O Ministério do Meio Ambiente apresentou dia 16 de março sua proposta de plano de combate à destruição do Cerrado. Uma prévia passou por consulta pública no ano passado, mas o documento foi alterado com a inclusão do bioma no conjunto das metas de redução de emissões que o país apresentou às Nações Unidas. O sucesso do plano depende de mais debates internos no governo e de forte injeção de recursos, federais e estaduais. Com tudo na mão, metas para cortes de emissões do Cerrado podem ser antecipadas em oito anos.

As propostas oficiais incluem: abrir espaço para o Cerrado na resolução do Banco Central que vincula a concessão de créditos rurais a quem está em dia com a legislação ambiental e fudiária, como já foi feito para a Amazônia; ter uma política de preços mínimos para frutos como mangaba, baru e buriti; dar atenção especial a uma lista de municípios, com foco nos que mais desmatam; e decretar prazo até 2013 para que a indústria use apenas carvão vegetal com origem certificada, algo já previsto no Código Florestal. As iniciativas pretendem dar novo fôlego e roupagem a um programa para o Cerrado lançado em 2005, na gestão Marina Silva, que nunca decolou.

Uma primeira versão do plano para tentar salvar o que resta do segundo maior bioma do país ficou 40 dias em consulta pública no fim do ano passado, e foi levado em seguida a debates com sociedade civil, academia e órgãos federais. Mas a inclusão do bioma no pacote de metas climáticas apresentado às Nações Unidas em janeiro mudou as regras do jogo, ampliando o leque de projetos para o Cerrado, que já perdeu quase metade de sua vegetação original para o desmatamento calcado na expansão da soja, gado, carvoejamento, cana-de-açúcar, mineração e urbanização.

As ações para proteção do Cerrado vão se concentrar em uma série de municípios refinados pelo governo, onde o desmatamento é mais intenso, em áreas ricas em nascentes que abastecem bacias de grandes rios nacionais e onde a biodiversidade está mais ameaçada . "Não teremos apenas ações repressivas, também incentivos econômicos para quem produzir com respeito à lei, desoneração para produção de carvão vegetal certificado, assim como foi feito para a linha branca de eletrodomésticos, equipamentos eólicos e material reciclado", disse o ministro.

Mais detalhes no link:
http://www.oeco.com.br/reportagens/37-reportagens/23652-altas-apostas-no-cerrado

Fertilização de oceanos com ferro pelo clima prejudica ecossistema, alerta estudo Publicidade



(HENRY FOUNTAIN do New York Times)

A fertilização dos oceanos com ferro foi proposta como uma forma de enfrentar as mudanças climáticas.

A ideia é de que o ferro promove o crescimento do fitoplâncton, que remove o dióxido de carbono da atmosfera através da fotossíntese. Quando o fitoplâncton morre e afunda, o carbono é isolado no fundo do oceano.

O entusiasmo com a ideia vem diminuindo, em parte devido à preocupação com a manipulação em larga escala dos ecossistemas marítimos.

Um estudo recente, publicado na revista científica "The Proceedings of the National Academy of Sciences" aponta para um risco específico: com a promoção do crescimento de certos organismos, o enriquecimento do ferro pode resultar na produção de uma neurotoxina, o que traria prejuízos ao meio ambiente.

Charles G. Trick e sua equipe, da Universidade Western Ontario, estudaram várias espécies de diatomáceas (organismos unicelulares) do gênero Pseudo-nitzschia.

Tóxico

Estes organismos produzem ácido domoico --aminoácido raro--, utilizado para ajudar no crescimento. Porém, este ácido é tóxico para muitos organismos, inclusive mamíferos aquáticos e seres humanos.

As grandes florescências de Pseudo-nitzschia nas águas costeiras causaram o envenenamento de leões marinhos que se alimentam de moluscos contaminados.

Alguns estudos haviam sugerido que, no meio do oceano, as diatomáceas não produzem a toxina. Mas Trick disse que o trabalho de sua equipe prova que essas pesquisas anteriores estavam incorretas.

As Pseudo-nitzschia colhidas no meio do oceano e sujeitas às experiências a bordo do barco de pesquisas produziram uma grande quantidade de ácido domoico. "Descobrimos que há muita toxina lá", disse ele. "Caso semeássemos com ferro, a quantidade de toxina aumentaria."

Os pesquisadores encontraram provas de que o aumento da produção de ácido domoico permitiu que as Pseudo-nitzschia invadissem outros fitoplânctons. "É mais tóxico do que antes e está presente em maior quantidade", afirmou Trick.

sexta-feira, 26 de fevereiro de 2010

Reutilizando a água da máquina de lavar

Todos nós sabemos que a água é o recurso natural mais precioso que existe no planeta Terra. Fonte de toda a vida, ela deve ser tratada com a atenção que merece, sendo nossa responsabilidade a manutenção sustentável desse bem.

Caminhando nessa direção, o ECOPRÁTICO já mostrou uma série de dicas que mostram como é possível usar água de maneira mais consciente nas mais diversas situações em que ela seja porventura usada.

Dessa vez, no entanto, a dica não é nossa, mas sim de um de nossos telespectadores. Anderson Zemis é morador do município de Sumaré, no estado de São Paulo. Preocupado com o meio ambiente, resolveu pôr em prática, há cerda de dois meses, um mecanismo de reaproveitamento da água da máquina de lavar de roupas.

“Chegamos a economizar cerca de 1000 litros de água por mês, o que comprovamos na média aferida na conta de água dos últimos meses”, informa.

Para viabilizar a ideia, Anderson simplesmente prendeu (com massa de vedação) uma torneira em um tambor plástico de 200 litros, do mesmo tipo usado no sistema de captação de água da chuva que mostramos no primeiro episódio do programa. O tambor custou aproximadamente R$ 45,00. Já a torneira, varia de acordo com o modelo usado. É importante lembrar que a água das máquina de lavar devem ser usadas para atividades não potáveis, tais como limpeza de calçadas, carros, quintais etc.

E então, gostou da dica? Quer colaborar também? Envie a sua sugestão para ecopratico@ecopratico.com.br e compartilhe com outros as suas práticas sustentáveis!

(Fonte : Blog do Ecoprático)

segunda-feira, 25 de janeiro de 2010

Descobertas novas contaminações por urânio em Caetité, na Bahia

A Secretaria da Saúde da Bahia e o Inga (Instituto de Gestão das Águas e Clima) notificaram na última quinta-feira (21) a Prefeitura de Caetité e a INB (Indústrias Nucleares do Brasil) para suspenderem imediatamente o consumo de água em três pontos onde foi detectada a presença de radioatividade acima do permitido pelo Ministério da Saúde. Dos três locais contaminados, um é utilizado para abastecimento de moradores: um poço no povoado de Barreiro abastece cerca de 15 famílias desde 2007.
A prefeitura está obrigada a garantir o abastecimento alternativo de água para as famílias. A suspensão foi determinada pelo diretor geral do Inga, Julio Rocha, logo após o recebimento dos resultados da última análise de coleta de amostra de água realizada pelo órgão na região de Caetité, que fica no sudoeste da Bahia, no início de dezembro do ano passado.

A descoberta de radioatividade acima dos níveis considerados seguros para humanos em poços na área rural do município, onde está instalada uma mina de urânio operada pela estatal Indústrias Nucleares do Brasil (INB), aconteceu foi confirmada em fins de 2008, graças a um trabalho de análise levado à cabo pelo Greenpeace. Na ocasião, técnicos da ONG encontraram água contaminada em dois poços. O Greenpeace levou os resultados para o Ministério Público Federal, que abriu um inquérito, e para o Instituto de Águas da Bahia (Ingá), que decidiu ampliar o raio de análise da radiotividade encontrada na água da região.

A INB insiste que não tem nada a ver com o problema e que a contaminação na região, por conta da presença do urânio, é natural. Mas a última análise do Ingá, que examinou água em dois ponto dentro da área ocupada pela INB mostra que ambos estão contaminando um aquífero da região. A estatal posa de Pilatos, preferindo lavar as mãos, como se uma eventual origem natural da contaminação a absolvesse de qualquer reponsabilidade em relação à população.

O Greenpeace deslocou essa manhã uma equipe para Caitité para acompanhar a finalização dos trabalhos de análise do Ingá e prestar apoio à população rural local. Nossa presença na região coincide com a visita de técnicos da Agência Internacional de Energia Atômica (AEIA), sediada em Viena, à mina de urânio de Caitité. Num dos pontos analisados pelo Ingá, dentro da área da mina, os níveis de radiação encontrados são 40 vezes superiores aos considerados seguros para seres humanos.

terça-feira, 29 de dezembro de 2009

Jardim botânico de Londres anuncia descoberta de 290 novas espécies em 2009

Os biólogos e botânicos do jardim botânico de Londres, o Kew Gardens, anunciaram ter descoberto mais de 290 novas espécies de plantas e fungos no ano de 2009.

Entre as novas espécies, há orquídeas, árvores, fungos minúsculos e até uma nova espécie de maracujá da Amazônia.

As espécies, classificadas pelos botânicos do Kew Gardens, se somam às cerca de 2.000 novas espécies vegetais descobertas e classificadas a cada ano.

As novas espécies vêm de vários países e sua classificação resulta da colaboração entre a equipe do Kew Gardens e biólogos e botânicos locais.

"Essas novas descobertas destacam o fato de que há muito do mundo das plantas a ser descoberto e documentado. Sem saber o que existe e onde ocorre, não temos nenhuma base científica para uma conservação efetiva", disse Stephen Hopper, diretor do Kew Gardens.

"É vital que essas áreas da ciência botânica sejam adequadamente financiadas e apoiadas." (Fonte: Folha Online)

quarta-feira, 16 de dezembro de 2009

Paraíso Perdido: Bali ameaçado pelas mudanças climáticas, afirma WWF

As lindas paisagens da ilha de Bali não devem iludir os participantes das Negociações Internacionais de Clima. O paraíso está ameaçado pelas elevações dos níveis do mar, aquecimento dos oceanos e aumentos dos eventos climáticos extremos.

O WWF afirma que as nações desenvolvidas devem liderar os esforços internacionais e assumir uma maior responsabilidade perante as necessidades de redução das emissões de gases de efeito estufa. Recursos financeiros deverão ser levantados para ajudar os países em desenvolvimento a se adaptarem frente às futuras alterações climáticas.

Citação
“Os impactos devastadores das mudanças climáticas atingirão todos os países. Entretanto, no curto prazo, aqueles mais vulneráveis e menos responsáveis pelo problema, os países em desenvolvimento, serão os mais afetados”, afirma Hans Verolms, Diretor do Programa Global de Mudanças Climáticas da Rede WWF.
“As áreas de maior risco serão os grandes deltas, como em Bangladesh, ameaçados de fortes inundações e as regiões áridas da Ásia e África – a reunião em Bali representa uma breve oportunidade para as lideranças mundiais concordarem com reduções significativas de CO2.”

(Mais sôbre o assunto no site:http://www.wwf.org.br/informacoes/noticias_meio_ambiente_e_natureza/?10800)